menu
Topo

Sexo

O melhor sexo da minha vida: mulheres relatam suas transas mais prazerosas

iStock
5 mulheres para relembram a melhor transa da vida delas Imagem: iStock

Geiza Martins

Colaboração para Universa

26/11/2018 04h00

Todo mundo tem uma "melhor história de sexo" para chamar de sua. Sejam orgasmos múltiplos, cenários paradisíacos, um belo ménage a trois ou até aquela escapada quente com aquela pessoa por quem rola uma paixonite forte. Os prazeres são muitos e a nossa memória só deixa tudo mais intenso. Por isso mesmo, convidamos 5 mulheres para lembrarem da transa da vida delas. E elas compartilham esses momentos abaixo. Vem ver.

Primeira vez no sexo tântrico

"A melhor transa da minha vida não foi com puxões de cabelo nem tapas barulhentos na bunda. Um grande amigo me convidou para participar de um workshop sobre sexo tântrico para casais chamado Delerium, do espaço Sadhana Comunna. Como nós dois estamos beirando os quarenta anos, separados, confiei que seria um final de semana divertido. No workshop, haviam vários casais. Rolou um bate-papo sobre tantra e logo pintou o desafio de tirar a roupa. Pensei que se eu não olhasse pra ninguém, ninguém olharia pra mim.

Veja também

Logo, consegui, e começou uma meditação suave. Apesar de ter outras pessoas ali, me senti num lugar onde estava só eu e meu colega. Fomos deitar cansados e dormimos muito bem. No dia seguinte, a proposta foi de um contato mais íntimo. Vimos a demonstração pelo casal facilitador do evento e fiquei ansiosa para começar. No início, fizemos um carinho pelo corpo, com as pontas dos dedos e sem envolver o genital. Era um toque amoroso, prazeroso. Senti minha pele arrepiar e até tremer.

O passo seguinte foi estranho no começo. Tínhamos de cheirar um ao outro. Ele começou no meu pescoço, braços, barriga, axilas, cintura, coxa, joelho, os pés... Meu amigo não parava, parecia descontrolado. Quando chegou minha vez, comecei timidamente, sempre seguindo as orientações. Foi ficando muito bom, o cheiro me dava água na boca e, instintivamente, meu amigo começou a me cheirar de novo.  

Com os olhos fechados, tive espasmos de prazer. Me senti na forma mais primitiva do ser. De repente, senti um nó na garganta. Meu corpo tremeu, os gemidos aumentaram e deu uma vontade de rir e chorar. A intensidade aumentou e, de repente, minha cabeça se inclinou para trás. Eu estava sendo sustentada pelo meu amigo e tive a impressão de ter saído do meu corpo. Não havia barulho, não havia luz, só um silêncio e uma paz. Naquele momento, só existia eu. Todo aquele prazer era só meu e o resto não importava.

Tive um orgasmo incrível, surreal! Quando voltei à consciência, meu corpo formigava. Abri meus olhos, alinhei minha cabeça, vi que continuava nos braços do meu amigo. Eu ainda estava em silêncio quando percebi os olhos azuis dele vermelhos de chorar. Tive a impressão de estar vendo o Divino, mas não, realmente era meu amigo. Por vias das dúvidas, casei com ele."

Jessica Buchud (Anahita), 38 anos, hoje terapeuta e produtora da Sadhana Comunna 

Um menáge memorável

"Uma prática comum entre eu e meu marido é transar a três, com homens ou mulheres. Já tive diversas experiências maravilhosas, e uma das transas que me marcou esse ano foi em uma balada fetichista, o Projeto Luxúria. A festa acontece 1 vez por mês e vamos lá desde janeiro. Sempre levamos diversos amigos e inscritos do nosso canal para conhecer e geralmente rola uma dessas histórias para ficar na mente.

Essa aconteceu em março, se não me engano. Foram 60 pessoas com a gente, mais ou menos. Entre eles, um amigo que já estávamos de olho há mais de 1 ano, mas nunca tinha rolado nada além de indiretas. Logo ao chegar, caímos na piscina com várias outras pessoas. Quando percebi, já estava beijando ele - e posso dizer que entre todos que estavam ali, esse beijo foi o único que esquentou, tanto comigo quanto com o Biel, meu marido, e com os dois juntos. Foram mãos, suspiros e muita vontade!

Como o Luxúria é uma caixinha de surpresas, passamos a festa com outras pessoas, entre piscina, danças, bebidas, beijos e passadas de mão. Só quando já era 3 da manhã o tal cara chegou até mim e disse que estava muito bêbado atentado. Sorri, puxei ele pela calça e o levei até o Biel. Ele entendeu o recado e só me seguiu até as cabines. A primeira que vimos não tinha porta, e mesmo mal iluminada era algo meio público. O sexo começou com um bom oral nos dois, alternadamente e junto. Eu pude parar por vários momentos só para observar os dois se pegando, se tocando. Enquanto eu beijava um, sentava no outro e observava diversos caras se acumulando na frente da porta para observar. Um deles tentou me tocar, mas parou quando eu falei não, pois minha vibe era mesmo com os dois. Não sou tão boa em descrever sexo, mas sei que entre gemidos e muita pegação, foi um dos melhores da minha vida. Um mês depois, repetimos a dose em um motel, só os três e estamos para repetir a dose em breve" 

Tuy Potasso, 24 anos, influencer e youtubber do canal Sensualise Moi

iStock
Imagem: iStock

Sexo, romance e política

"No final do verão de 2016, começou a função do impeachment da presidente Dilma Roussef. Estava rolando aquele estresse todo e eu tinha acabado de lançar meu livro de poesia 'Nota de Uma Mulher Vulgar'. Eu estava namorando, mas já com a ideia de que em breve eu sairia do Brasil devido ao caos impeachment, que foi muito sexista.

Na época, eu queria poder focar no meu projeto de divulgação do livro e a função política me consumia muito, mexeu muito comigo. No final de semana de votação no Congresso, eu e meu namorado fomos para a praia de moto. A ideia era fazer uma viagem romântica, mas eu fiquei estressada em frente à TV e meu namorado tentando tirar minha atenção dali, me chamando para um drink. E, como o amor é mágico, teve um momento em que fomos para a praia e estava deserto. Estávamos sozinhos, montanhas ao fundo, Brasil tropical, aquela coisa maravilhosa.

A gente já tinha bebidos vários drinks e acabamos no mar. Nunca tinha ficado pelada na praia, sempre com medo de que alguém pudesse chegar. Mas naquele momento, naquela conjuntura, era tudo tão intenso que aquele desapego e aquela libertação naquele momento precisava acontecer. E a gente acabou tendo uma transa maravilhosa e incrível, no mar, durante o pôr do sol. Me marcou tanto que acabou virando um poema, que publiquei em inglês quando cheguei nos Estados Unidos tempos depois." 

Betina Monteiro, 29 anos, poeta

iStock
Imagem: iStock

Aprendendo o que é sexo bom

"Eu achava que ter uma vida sexual bem resolvida era poder transar com quem eu quiser. Nesse período, minha melhor transa foi com um cara que era médico, lindo, maravilhoso, surfista, gostoso, todos os 'checks' do estereótipo de um homem incrível. Ainda por cima, ele estudava sexualidade, tinha toda uma especialização em genital feminina. Minha concepção era de que ele 'o melhor cara da minha vida'.  

Mas tudo mudou depois que passei a estudar a sexualidade feminina. Percebi que eu me sentia vulnerável com ele. Muito mais do que relaxar e curtir, eu estava preocupada com o que ele estava vendo no meu corpo e quais reações ele esperava que eu tivesse diante de suas técnicas. Eu estava refém e aquilo me fazia muito mal.

Num dos cursos que fiz, conheci meu marido e entendi o que era espaço íntimo, de troca, de entrega e extrema confiança. Essa sim foi a minha melhor experiência sexual, com um cara que eu estava completamente entregue e segura. Ele foi me tocando aos poucos, de roupa ainda, com um olhar profundo, olho no meu olho, boca na minha boca, e a gente foi se sentindo e ele foi me explorando aos poucos. Sem pressa, ele tirou minha calça, depois minha calcinha, ainda me olhando muito e me tocando de maneira sutil e suave, que me fazia arrepiar inteira. Ele passeava por todo meu corpo, não esquecendo nenhum pedacinho.

Deixou todas as minhas células sentindo aquele toque, aquela energia. Quando eu já estava muito arrepiada, ele começou a se aproximar da minha vulva, sem chegar perto da minha vagina ainda, só fazendo um estímulo externo. Aos poucos fui ficando muito excitada e pedindo mais estímulos, ele foi aumentando. Ao mesmo tempo, estimulou meu clitóris e a colocou a pontinha do dedo na minha vagina para estimular meu ponto G. Aquilo foi aumentando a libido no meu corpo, pedi para ele me penetrar, já estava completamente lubrificada e sensível a aquilo tudo. Ele me penetrou e continuou estimulando meu clitóris. Eu já tinha gozado algumas vezes e aquilo só aumentava. Senti que era um vulcão em erupção. Aí ele tocou meu ânus enquanto me penetrava e eu tive o orgasmo maior da minha vida."

Mariana Stock, 34 anos, fundadora da iniciativa Prazerela

iStock
Imagem: iStock

Sexo com paixão

"A melhor transa da minha vida aconteceu com um cara por quem eu estava totalmente apaixonada, achava ele o boy da vida! Tinha acabado de me separar e já tinha flertado com ele antes, inclusive chegamos a nos pegar na festa de final de ano da empresa onde trabalhávamos. Uma noite, eu estava numa balada e já tinha bebido algumas cervejas.

Estava altinha e mandei uma mensagem para ele dizendo que queria encontrar. Ele estava terminando um trabalho, como estava de carro fui ao encontro dele. Meu coração estava aceleradíssimo, meu corpo inteiro queria ele. Passamos num mercado para pegar bebida e já começamos a nos pegar nos corredores mesmo, dando uns beijos e uns apertos. Eu estava usando uma blusa de um ombro só e quase fiquei com os seios de fora! Ele era aquele tipo de cara pegador, com aquela mãozona. Daí então, fomos para a casa dele. Bebemos um pouquinho e entramos no quarto dele. Na época, ele dividia o apartamento com uma amiga. Lá continuamos nos pegando forte. Foi uma coisa meio selvagem.

Tanto é que estávamos de pé, em cima da cama, e ele rasgou minha calcinha, se abaixou, colocou minhas pernas sobre os ombros dele e me levantou. Fez tipo uma cadeirinha para fazer sexo oral em mim. Nunca nenhum homem tinha me levantado daquele jeito. E eu jamais imaginei que ele ia conseguir, porque ele não é do tipo fortão, é magro e não muito alto. Nós transamos muito aquela noite. Isso aconteceu há muitos anos e até hoje eu não consigo tirar essa transa da minha mente." 

Sheila, 40 anos, designer