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Dupla penetração: "Transei com meu namorado e com meu ex ao mesmo tempo"

Getty Images
Mulheres que testaram contam, em detalhes, suas experiências Imagem: Getty Images

Beatriz Santos e Simone Cunha

19/11/2018 04h00

Ser penetrada duplamente, um clássico dos filmes pornô, pode acontecer com dois homens ou com a ajuda de brinquedinhos eróticos -- um na vagina e outro no ânus. Aqui, mulheres que testaram contam, em detalhes, suas experiências: umas acharam bem excitante, enquanto outras não curtiram e nem quiseram repetir a fantasia. 

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"Não queria fazer com qualquer um"

“Tenho um namorado que sempre foi liberal e, quando começamos, ele foi me contando as experiências dele, o que acabou despertando a minha curiosidade. Depois de um tempo, decidi que queria experimentar um ménage com dois homens. Começamos a pensar no possível candidato, eu não queria que fosse com um estranho porque o anal pode ser doloroso. Convidei um ex meu, porque já fazia anal com ele. Marcamos um churrasco, bebemos e acabou rolando. Juro que não senti dor, porque eles fizeram do jeito certo, com calma, e lubrificante, me excitando com vibrador. Primeiro fiz anal com meu ex e, na hora da dupla penetração, sentei no meu ex e meu namorado veio por trás, colocando bem devagar. Foi um prazer louco e um orgasmo absurdo! Chegamos a fazer mais vezes juntos, até que esse meu ex começou a namorar”.
Nubia Amarantes*, 28 anos, advogada

"Acabei traumatizada"

“Eu estava com um cara há uns três meses, ele demonstrou essa vontade e eu fiquei bastante curiosa. Fui a um sex shop e comprei um vibrador, a ideia era eu penetrar na frente com o aparelho e o cara fazer o anal. Porém, ele não foi nem um pouco delicado, doeu e, quando não doía, era desconfortável. Aquilo acabou me traumatizando. Não curti e queria que ele gozasse logo para acabar”.
Alana Nogueira*, 26 anos, professora

"Eu mesma sugeri"

“Eu trabalhava como stripper e acabou rolando com dois colegas de trabalho: o barman e o segurança. Era um fetiche meu, sempre tive vontade e tesão de experimentar. Eu mesma sugeri e gostei muito. Superou minhas expectativas e não senti dor nenhuma. Eu gosto de anal e já sei como funciona, então, fiz toda a preparação antes, com lubrificante, indo aos poucos, e isso faz bastante diferença. Eu estava relaxada, então, foi de boa. Essa foi minha primeira vez, mas repeti depois. Hoje em dia, só faço com brinquedinhos, porque meu namorado não curte sexo com outros caras, é monogâmico”.
Ana Carolina, 22 anos, professora

"Não senti prazer nenhum"

“A minha primeira vez com dupla penetração foi há uns meses atrás, com uma ex-namorada minha. Ela já usava cinta há um tempo com outras mulheres e, quando sugeriu usar comigo, topei. Começamos usando só uma na frente e eu gostei. Depois, ela disse que queria muito fazer a dupla, que era um fetiche. Teve toda uma preparação, ela foi cuidadosa para me deixar lubrificada e, quando ela viu que eu estava bem molhada, avisou que ia começar. Doeu um pouquinho no começo, depois senti um desconforto, e não senti prazer nenhum. Mesmo sem ter gostado, tentei outras vezes, mas não foi bom. Usei óleos, gel, vibradores menores, mas não adiantou. Não tenho vontade de tentar novamente. “
Paula Soares*, 27 anos, atendente

"Foi feito com o maior respeito"

“Já fiz três vezes e curti todas! A primeira vez aconteceu com um cara que estava ficando e com um amigo dele de infância. Estávamos transando e acabou rolando. Fiquei com medo, mas tudo aconteceu de forma tão excitante que acabou sendo ótimo. Eles foram me beijando, me estimulando, fizeram tudo com o maior respeito e o máximo de cuidado. Fico até emocionada só de lembrar”. 
Vanessa Alves*, 31 anos, despachante operacional

"Nunca senti dor"

“Sempre tive alguns fetiches e meu primeiro ménage foi com um namorado (na época) e um amigo dele. Fui muito bem tratada pelos dois e me senti à vontade para testar todas as posições e fantasias que tinha. Foi aí que decidi pedir a dupla penetração. Eu já adorava anal, então, foi mais fácil. Foi sem lubrificante e não senti dor. Fiz outras vezes, mas nenhuma foi tão boa quanto a primeira. Creio que houve um encaixe perfeito, e eles souberam conduzir tudo de forma envolvente”.
Marina Toledo*, 28 anos, bióloga

*Nomes trocados a pedido das entrevistadas