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Violência contra a mulher

Movimento Time's Up chega à NFL com denúncias de líderes de torcida

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Imagem: iStock

Da Universa

06/06/2018 16h47

Depois do cinema e da indústria musical, o movimento Time's Up começou a se espalhar em outras áreas, como a do futebol – mais especificamente na NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos. 

Desde abril, líderes de torcida contratadas por times da liga têm denunciado situações de abuso como assédio sexual, discriminação racial, gordofobia e até agressões físicas.

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Com a ajuda da conhecida advogada Gloria Allred, pelo menos cinco líderes de torcida da Houston Texans estão começando verdadeiras batalhas judiciais contra a equipe alegando, além dos abusos, um ambiente de trabalho hostil e pagamento desqualificado. 

Uma delas, Hannah Turnbow, relata ter sido agredida por um torcedor depois de se recusar a fazer sexo oral com ele, enquanto sua colega Ainsley Parish denuncia ter sofrido agressões verbais, também por parte dos fãs do time.

De acordo com Allred, as bailarinas chegaram a ser ameaçadas de demissão caso de manifestassem, mas escolheram seguir em frente com as denúncias. 

Em entrevista à "Marie Claire" norte-americana, Kristan Ann Ware, ex-líder de torcida do Dolphins, disse que sofreu crises de pânico e depressão depois de ter sido publicamente constrangida por seus superiores, que fizeram diversas piadas sobre o fato da bailarina ter escolhido não fazer sexo antes do casamento. 

Ware disse que quando relatou o caso aos recursos humanos da empresa, sofreu ainda mais retaliações da diretoria. "Existe uma cultura do silêncio", comentou. 

Mudanças

Apesar de entrar na briga pronta para defender as bailarinas, a advogada Gloria Allred diz que não quer simplesmente processar a NFL, mas trabalhar em conjunto com a liga para propor mudanças que melhore o ambiente de trabalho em relação à discriminação de gênero. 

Dentre as principais mudanças propostas por Allred estão reforçar as regras relacionadas a assédio por parte de colegas de trabalho e torcedores, pagar às bailarinas salários melhores por jogo e contratar agentes que prestem assistência pessoal e psicológica a elas. 

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