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Workshops sexuais são alternativa para esquentar o romance; mas funcionam?

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Nas aulas privativas, permanecem apenas o casal e o terapeuta instrutor na sala Imagem: iStock

Letícia Rós e Carolina Prado

Colaboração para Universa

12/10/2018 04h00

Há opções para todos os gostos: desde aulas curtas e teóricas, com duração de um final de semana, até cursos que se estendem por meses, incluindo vivências e experiências práticas. Os temas também são variados, mas a maioria tem como objetivo principal conduzir os alunos a um processo de conhecimento do próprio corpo, de (re)descoberta da sexualidade, geralmente com a apresentação de técnicas sensuais.

“Trabalho com aulas teóricas, em que todo o conteúdo é passado por slides e apostilas, em uma sala de treinamentos. Mas também tenho cursos práticos, que podem acontecer na modalidade privativa ou em grupo”, explica Jivan Pramod, coach especializado em sexualidade. Nas aulas privativas, permanecem apenas o casal e o terapeuta instrutor na sala.

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Já nas aulas em grupo, ficam todos no mesmo espaço, porém, não há troca de casais na hora de reproduzir as técnicas ensinadas.

Nos workshops de massagem tântrica, ministrados pelo terapeuta Wagner Mukto, a dinâmica é a mesma: há opções de aulas individuais e com vários casais no mesmo ambiente. “Nos cursos práticos, os participantes são conduzidos por técnicas sensoriais, inicialmente vestidos. Depois de despidos, como em um ritual, eles exercitam os principais elementos que preparam cada um para as práticas: movimento, respiração e som. Por último, vão receber e aplicar a massagem”, diz.

Como escolher

Em geral, as aulas são ministradas por terapeutas tântricos, psicoterapeutas e coachs especializados em sexualidade. Chegar ao profissional ideal, no entanto, não é tarefa fácil, já que a oferta é grande. Renata Arakaki, fonoaudióloga de 40 anos, participou de um workshop de sexualidade recentemente, e pesquisou bastante antes de fechar negócio.

O primeiro passo foi buscar, na Internet, temas de interesse. Encontrou algumas opções de cursos e passou a seguir os professores dessas modalidades nas redes sociais. Por fim, ingressou em grupos fechados do Facebook que tratavam de sexualidade, onde conversou com outras mulheres que já haviam vivido essa experiência. “Acho fundamental conversar com quem já fez o curso em que se está pretendendo investir. O que é perfeitamente possível via redes sociais”, diz.

Ela fez um curso teórico, em que o coach usava próteses para falar sobre o corpo da mulher e o do homem, ensinando técnicas para que ambos pudessem ter orgasmos ainda mais intensos. As aulas foram feitas em um grupo de mais ou menos 20 mulheres. “Aprendemos a usar os diversos sentidos e a estimular várias partes do corpo para aumentar o prazer”, conta.

Para Renata, o curso também ajudou a quebrar tabus relacionados ao sexo e a ter uma relação mais leve com a própria sexualidade. “Isso fez toda a diferença para mim, mudou completamente a minha forma de ver o sexo”, diz.

Já a psicóloga Cinthia Cruz, de 35 anos, fez o curso junto com o marido, com a expectativa de “apimentar a relação”. “Estamos juntos há 11 anos e sentimos a necessidade de buscar coisas novas”, declara.

Eles fizeram um workshop de um dia inteiro, teórico, voltado ao autoconhecimento e ao conhecimento e exploração do corpo do par. “Já tinha feito outros cursos sozinha, que ensinavam como usar acessórios ou a fazer posições diferentes. E, quanto mais eu aprendo, mais eu me sinto autoconfiante. Isso reflete não apenas no prazer, mas também no apetite sexual, que aumentou muito nos últimos tempos”, afirma.

A escolha da enfermeira Iruama Gasoni Sledz, de 39 anos, foi um workshop de massagem tântrica, feito com o par. “Começamos com a parte teórica que, na minha opinião, foi muito bem fundamentada, com informações sobre a atuação dos hormônios e a fisiologia do corpo humano, por exemplo. Depois, tivemos uma noção das manobras que poderíamos realizar um no outro, usando próteses dos órgãos genitais”, explica.

Ela conta que, depois das aulas, passou a praticar em casa as lições aprendidas, regularmente. E que a vida sexual melhorou com isso. “Depois dessa troca de experiências, ambos conseguimos ter um orgasmo prolongado e de mais qualidade”, afirma.

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