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"Quebrei o pênis dele no sexo: inchou, ficou roxo e eu fiquei desesperada"

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Fratura peniana é mais frequente em sexo rápido Imagem: iStock

Talyta Vespa

Da Universa

10/10/2018 04h00

Analista de marketing Tábata Rodrigues, de 26 anos, foi de uma noite quente ao final trágico: ela “quebrou” o pênis do parceiro durante o sexo. “Tinha acabado de terminar um namoro de quatro anos e estava animada com a solteirice. Dei uns beijos num colega de trabalho e decidimos ir para o motel depois do expediente”, diz.

“Estávamos muito ansiosos, aquela coisa de ser proibido, com medo de alguém descobrir por termos escolhido um motel na rua da empresa. Chegamos, rolou uma pegação incrível e ele pediu que eu ficasse por cima. Comecei a cavalgar com velocidade e empolgação e, de repente, ouvi um “creck”. A primeira coisa que pensei foi que a cama tinha quebrado. Foi quando ele começou a gritar desesperadamente”, conta Tábata.

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A paulistana afirma que ficou tão nervosa que teve crises de riso. “Enquanto isso, o menino corria de um lado para o outro gritando de dor. O pênis dele ficou inchado, roxo, ele sentia muita dor, mas não queria ir para o hospital. Desesperada, liguei para uma amiga que é enfermeira e ela explicou que, para termos ideia do que realmente tinha acontecido, o pênis precisava ficar mole. Então, coloquei uma toalha encharcada com água gelada em cima. O vergão ficou mais aparente”.

Seguindo o conselho da amiga, a jovem passou pomada anti-inflamatória no pênis do parceiro. Contudo, de acordo com o urologista e especialista em medicina reprodutiva da Genics César Marinelli, não há outra opção senão correr para o hospital no momento em que ocorre a fratura peniana.

“Quando um dos corpos cavernosos se rompe, a dor é gigante, o pênis incha e pode ficar roxo. O tecido funciona como se tivesse sido fraturado, quebrado, apesar de não haver osso. O único tratamento recomendado é o cirúrgico, porque, mesmo que o homem faça uso de analgésicos e anti-inflamatórios, se não houver a correção do problema, é possível que ele evolua para um quadro de impotência”, explica.

Foi o que aconteceu com Jorge*, de 33 anos, durante a pegação com a namorada ainda na adolescência. “A gente estava esbaforido no sexo, aquela coisa de jovem afobado, sabe? Ela estava por cima, subindo e descendo, quando senti o estalo e a maior dor da minha vida. Eu gritei e chorei. Ela começou a chorar, não sabia o que fazer. Meu pênis ficou roxo e muito inchado, então corremos para o hospital, de táxi”, relembra o empresário.

“Durante o percurso, eu pensei que fosse morrer. Quase desmaiei, suava muito. O taxista ficou desesperado junto com a gente. Chegamos no hospital, que ficava a 40 minutos de casa, em 15. Fui operado na hora”, diz.

A recuperação envolveu a ausência de ereções por dois meses. “Até hoje, tenho bastante cuidado na hora de transar. Evito tirar o pênis totalmente durante as repetidas penetrações se a velocidade estiver alta. Sabia que o sexo até ficou melhor?”.

A psicóloga e terapeuta sexual Paula Napolitano recomenda que, para evitar fraturas penianas, o ideal é fazer como Jorge. “O acidente pode acontecer quando, durante a penetração, o pênis sai totalmente da vagina ou do ânus. Se o movimento de vaivém estiver rápido, as chances de o pênis 'errar o buraco' e atingir a pelve aumentam”.

Segundo Paula, as posições mais propícias para a fratura peniana são a cavalgada (mulher sentada sobre o homem) e “de quatro”. “Quando você transa mais coladinho, de conchinha, por exemplo, há menos possibilidades de fratura, já que o pênis não sai por completo da vagina”.

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