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Número de mulheres não-brancas formadas em tecnologia caiu 40% em dez anos

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Imagem: iStock

da Universa, em São Paulo

17/09/2018 15h33

Apesar de gigantes do ramo de tecnologia terem se posicionado nos últimos anos a respeito de medidas para não só corrigir desequilíbrios de gênero em seus quadros, como também para estimular a incursão das mulheres, brancas ou não, na indústria, o espaço efetivo que estas mesmas mulheres ocupam dentro da área está diminuindo.

A conclusão é de um estudo conduzido por Melinda Gates em parceria com a McKinsey & Company, publicado na última quarta (12).

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Segundo a pesquisa, que analisou o estado da educação de mulheres em ciência e tecnologia e dos fundos filantrópicos de grandes empresas destinados à formação de jovens promessas do campo, o número de mulheres não-brancas — ou seja, latinas, negras, asiáticas, entre outras — que conseguiu alcançar seu diploma universitário na área caiu 40% na última década nos EUA.

Enquanto isso, a demanda por profissionais do ramo cresceu 90% em 15 anos.

Mulheres são donas de 19% dos diplomas de computação e informática no país e de, aproximadamente, 26% das vagas de emprego na área. Mulheres não-brancas alcançam apenas 4% das posições técnicas nestas empresas de tecnologia e estão quase ausentes dos papéis de liderança destas mesmas companhias.

Não há nenhuma mulher negra ou latina na lista de CEOs das 500 maiores empresas de tecnologia do país, elencada pela revista "Fortune". 

No último ano, apenas 5% do orçamento filantrópico destas companhias foram destinados a iniciativas de fomento à programação para mulheres não-brancas. E menos de 0,1% dos prêmios e bolsas (cerca de US$ 335 mil) mantidos pelas 32 principais empresas do ramo foram oferecidos a estas mulheres.

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