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5 mulheres dão 5 motivos pelos quais você não deveria deixar de transar

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Deixar de transar? Nunca mais Imagem: Getty Images

Beatriz Santos e Carolina Prado

Colaboração Universa

06/09/2018 04h00

É bem provável que você conheça uma mulher que já tenha deixado de transar com alguém, mesmo querendo muito, por não estar depilada, com uma calcinha sexy ou qualquer outro motivo que tenha a ver com a idealização do que é ser gostosa e desejável. Felizmente, muitas já entenderam que a encanação, na maior parte das vezes, está na nossa cabeça e hoje não perdem uma transa por essas e outras razões listadas abaixo.

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Por não estar com a depilação “em dia”

“Quando eu era mais nova, eu era muito grilada com pelos. Não usava nem saia se estivesse com pelos na perna. E se não estivesse perfeitamente depilada, eu não transava. Sequer tirava a roupa! Até que um dia, estava no maior amasso com um namorado. Ainda não tínhamos transado e eu estava bem a fim, assim como ele, mas não estava depilada! Aquele dia, respirei fundo e resolvi seguir em frente. Fiquei de olho na reação dele, superpreocupada se ele iria rir ou reclamar. Nada. Transamos e foi ótimo! Ao fim, por algum motivo bobo, eu resolvi me justificar, disse que não estava depilada porque doía bastante e eu não tinha tido coragem para fazê-lo naquela semana. Ele me olhou e disse que não ligava. Tive uma epifania! Eu não me depilava por gostar, mas para agradar aos homens que estiveram ao meu lado. Depois disso, passei a achar muito estranho homens que exigem mulheres depiladas. Se você está com uma adulta, é esperado que ela tenha pelos.” Ieda*, 23, agente de cargas internacionais.

Por ser gorda

“Durante um relacionamento, eu engordei bastante e, ao terminar com esse garoto, demorei para voltar a sair com outros caras. Tive a fase de pensar que as pessoas que saíam comigo só faziam porque não encontraram alguém melhor. Também deixei de sair por achar que nenhuma roupa ficava boa no meu corpo, por não me sentir bonita. Certa vez, conheci um cara pela internet e começamos a conversar. Ele era bem magro. Saímos algumas vezes para comer ou beber. Até que um dia ele me chamou para dormir na casa dele. Fiquei um pouco insegura? Fiquei! Mas fui. Bebemos um vinho e acabamos transando. Correu tudo muito bem. À vontade, eu desencanei do meu corpo. O sexo foi ótimo, natural, como deve ser. Hoje, ainda tenho alguns problemas de autoestima, mas não são suficientes para que eu deixe de transar com alguém.” Bianca*, 30, estudante

Por estar de calcinha bege

“Conheci um cara quando eu trabalhava como promotora de vendas em farmácias. Ele era um sonho. Um dia, trocamos telefone e marcamos de nos encontrar. Quando fui me arrumar, decidi que não transaria no primeiro encontro e escolhi uma calcinha bege bem larguinha, que eu uso para ficar confortável, em casa. Nos encontramos no parque municipal da cidade, conversamos e nos beijamos. Ele propôs que fossemos para outro lugar. Eu resisti por um tempo, por causa da calcinha, mas sabia que o momento era muito incrível para desperdiçar. Topei. Entramos no quarto do motel e tudo aconteceu tão bem que, quando me dei conta, já estava de calcinha. Eu me segurei para não começar a rir de mim mesma. Enquanto nos beijávamos, eu arranquei a peça rapidamente e joguei no chão. Ao terminar, ele levantou da cama para ligar a hidromassagem e eu chutei a calcinha para baixo da cama. Na hora de ir embora, esperei ele ficar de costas e vesti a calcinha rápido, já colocando meu short por cima. Acho que ele não viu, mas, se viu, não ligou, porque me procurou outras vezes. Hoje, eu entendo que isso era coisa da minha cabeça.” Leila*, 23, cabeleireira

Por não gostar de uma parte do corpo

“Quando meus seios começaram a crescer, na puberdade, eu esperei que os mamilos saíssem para fora, mas nunca aconteceu. Tenho mamilos invertidos [uma condição que deixa o bico retraído para dentro da mama] e sempre tive vergonha de me trocar na frente das minhas amigas, primas e até da minha mãe. Com meu primeiro namoradinho, eu nunca tirava o sutiã, morria de vergonha e achava feio. Ao começar a me envolver com outros caras, passei a avisar antes. Mas percebi que eles não davam muita atenção para isso, o que foi me dando mais segurança e aceitação de que meu corpo é normal. Um desses caras me marcou muito. Eu avisei que era diferente e, quando mostrei, ele disse que nunca tinha visto, mas que achava até mais bonito do que os ‘normais’. Depois desse dia eu nunca mais avisei. Hoje eu vejo meus seios como únicos e gosto muito deles.” Deise*, 22, estudante

Por estar menstruada

“Há muito tempo, quando eu era mais nova, tinha um rapaz que eu sempre via em uma baladinha que frequentava. Nós ficávamos nessas festas. Um dia rolou a chance de transarmos e eu estava menstruada. Não fiquei tímida e deixei ele ciente antes de irmos para o motel. Estava no segundo dia do ciclo e sujou muito o lençol, a toalha e o próprio cara. Mas não me constrangi, aquela bagunça era esperada e ele não pareceu incomodado. Em uma outra situação foi na casa do cara e eu também avisei que estava menstruada –novamente, teve toalha suja. Gosto de avisar, porque eu aceito a minha menstruação e não tenho nojo, mas tem cara que é fresco. E fica constrangedor quando o cara descobre quando o ato já começou a ser consumado. Nunca ouvi ‘não’ de um parceiro. Mas, hoje, com um parceiro fixo, prefiro transar nos últimos dias do ciclo, que continua sendo gostoso, mas a bagunça é menor.” Ellen*, 33, coordenadora de atendimento.

*Os nomes foram alterados a pedido das entrevistadas.

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