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Falta de libido? Veja 12 fatores que afetam o desejo sexual da mulher

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Por trás da falta de desejo sexual, pode haver uma série de fatores que muita gente nem desconfia Imagem: Getty Images

Claudia Dias

Colaboração para Universa

15/07/2018 04h00

Você não precisa pensar em sexo o tempo todo, mas também não deveria entrar no modo automático e transar só de vez em quando --afinal, faz um bem danado para a saúde. Por trás da falta de desejo sexual, pode haver uma série de fatores que muita gente nem desconfia. Listamos 12 deles. Será que está aí a razão da sua libido em baixa? Uma dica: terapia ajuda na maioria dos casos. 

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1. Insatisfação com o corpo

A autoestima da mulher fica abalada, se ela não estiver feliz com o corpo, por causa de situações que a incomodam. Aí, para não ter vontade de transar, é um pulo! Quando ela não se relaciona bem consigo mesma ou não sei aceita o corpo que tem, sente vergonha e receio de se expor e, com isso, cada vez menos tem disposição para o sexo. Autoaceitação e amor-próprio (e um pouco de terapia, se for o caso) são capazes de mudar essa percepção negativa dela mesma.

2. Memória negativa

Pessoas reagem a estímulos, que levam a uma recompensa. Se, em determinada situação, a mulher recebe um estímulo ruim --encontro sem romantismo ou carinho, atitude machista, ser tratada como objeto sexual, mau hálito ou falta de higiene ou qualquer outro fator que a incomode--, sua experiência será gravada na memória sexual e afetiva como algo bem ruim. Numa nova oportunidade, o subconsciente vai antecipar o "opa!, não vai ser bom" e a mulher não sentirá desejo de repetir a experiência com aquela pessoa. 

3. Cartilha da "indecência"

Subconsciente agindo novamente: se a mulher teve educação muito fechada e rígida, com familiares e pessoas à sua volta associando o sexo a algo indecente, imoral, impuro ou pecado, ela absorve essa crença e cria respostas automáticas para o sexo. Dificilmente vai conseguir se soltar, se entregar e ficar à vontade --mesmo sem perceber, estaria agindo contra tudo o que aprendeu. A psicoterapia também é capaz de rastrear as fontes desse pensamento e desarmar as travas.

4. Irritações do dia a dia

Os problemas externos e cotidianos que irritam uma mulher, por mais banais que pareçam, vão afetar sua libido, causando o chamado hipodesejo sexual. Pode ser a fala atravessada do colega de trabalho, o desentendimento com o filho ou um problema no banco: tudo pode impactar diretamente na vontade por sexo

5. Angústia e preocupação

Qualquer tipo de desequilíbrio emocional é uma arapuca para o desejo feminino. Diante de depressão, angústia, tristeza ou mesmo preocupação com algo (como um concurso ou organização de um evento), os pensamentos acabam se concentrando apenas em tais situações. O organismo também reage, contraindo-se. Com isso, é tchau para o relaxamento, impedindo a produção de ocitocina, serotonina e dopamina, substâncias químicas naturais que provocam o desejo sexual. A mulher precisa se livrar ou aprender a lidar com essas ocorrências incômodas. 

6. Responsabilidade precoce

Se uma garota se vê responsável por situações que exigem maturidade que ainda não desenvolveu ou assume obrigações demais enquanto nova, vai sofrer as consequências no futuro. Compromissos e deveres excessivos em momento inadequado podem tirar completamente o desejo sexual do caminho da mulher, não despertando vontades ou curiosidades pelo ato. É preciso identificar os fatores que interromperam os estímulos no passado e reverter esse bloqueio inconsciente, o que se consegue com ajuda psicológica.

7. Relação ruim dos pais

Brigas entre a mãe com o pai também podem ter provocado traumas na mulher, ainda antes da juventude. Traições que desencadearam problemas no casamento deles e mesmo discussões acaloradas dos pais são causas possíveis para os bloqueios, que impedem a mulher de se entregar sexualmente, com receio de estar caminhando para a mesma experiência que acompanhou em casa.

8. Dor na relação

Sexo tem de ser prazeroso, sempre! Situações que envolvam dor podem ser sinais de disfunções que precisam ser tratadas clinicamente. Dois dos problemas mais comuns são a dispareunia (dor que ocorre durante ou após o sexo) e vaginismo (contrações involuntárias que atrapalham o ato). A penetração se torna dolorosa e faz a mulher se distanciar do sexo, perdendo seu desejo e o interesse por todas as atividades sexuais. As causas podem ser tanto físicas (infecções ou inflamações) como psicológicas. A primeira atitude para mudar isso é procurar o ginecologista para uma investigação. O tratamento pode incluir desde medicamentos e terapia.

9. Medo da gravidez

Por mais que a mulher recorra a métodos anticoncepcionais, fica sempre com um pé atrás, desconfiando da eficácia da proteção. Isso impede que relaxe e se entregue totalmente ao sexo. Uma boa conversa com o ginecologista, revendo as melhores alternativas para cada caso, ajuda bastante.

10. Menstruação

Não tem nada a ver com o período menstrual afetar o desejo, ok? Estamos falando dos tabus e mitos que envolvem o sexo nestes dias. Isso porque muitas mulheres apoiam-se nos preconceitos e na falta de informação, transformando a menstruação em período de bloqueio sexual total. Mas a transa pode ocorrer normalmente, inclusive sendo prazerosa para os dois. Se a questão for higiênica, opte por dias de menos fluxo ou faça sexo durante o banho --e não esqueça o preservativo.

11. Pílula anticoncepcional

Não que vá acontecer com toda mulher, mas muitas não se dão conta de que alguns anticoncepcionais hormonais podem afetar o desejo. Nesse caso, vale conversar com o ginecologista para mudar o tipo de prevenção, seja por alternativa diferente, com outro tipo de hormônio, ou algum método não hormonal. Além disso, a consulta com profissional especializado em sexualidade pode ser de grande ajuda para orientar sobre fatores psíquicos e comportamentais a fim de estimular o desejo.

12. Falta de erotismo

Fato: um relacionamento de anos precisa se renovar para não cair na mesmice. O desgaste da convivência e a falta de estímulos sexuais reforçam a queda no desejo feminino. Nesse caso, a recomendação é desenvolver o que é chamado de “inteligência erótica”. Entre os pontos a serem explorados, estão desde restaurar o senso de individualidade dentro da relação até a erotização da rotina, com práticas novas que sirvam como gatilhos para o desejo. Meditação do tantra, florais e rituais afrodisíacos podem servir como ajuda nesse processo e são orientados por terapeutas.

Fontes: Edson Lago, professor da pós-graduação em Medicina da Faculdade IPEMED; Roberto Debski, psicólogo, coach e trainer em programação neurolingúistica; Selena Rocha, sexóloga e professora de Psicologia do Centro Universitário Celso Lisboa; Virginia Gaia, sexóloga.