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Violência contra a mulher

Ato lembra um mês da morte da advogada Tatiane Spitzner

Reprodução/Instagram
Tatiane Spitzner Imagem: Reprodução/Instagram

Da Universa

26/08/2018 20h48

A advogada Tatiane Spitzner foi homenageada durante um ato contra a violência doméstica neste sábado em Guarapuava, no Paraná.

No dia 22 de julho, Tatiane morreu após cair do quarto andar do prédio em que morava na cidade. A polícia investiga como suspeito o marido Luis Felipe Manvailer, que momentos antes da queda foi filmado enquanto agredia a então esposa.

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O ato reuniu familiares e moradores de Guarapuava. Além de depositar flores em frente ao prédio onde Tatiane morava e morreu, o grupo fez um minuto de silêncio em memória da advogada.

Cerca de 500 pessoas participaram do protesto, de acordo com os organizadores do grupo em defesa aos direitos da mulher chamado “Movimento Todas por Todas”.

O professor é réu por cárcere privado, fraude processual e homicídio qualificado por asfixia, impossibilidade de defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio. A defesa nega as acusações.

Relembre o caso

Na madrugada do dia 22 de julho, Tatiane e Manvailer chegam no estacionamento do prédio onde moravam em Guarapuava. As imagens mostram a esposa correndo para se esconder das agressões físicas do marido. Ele a arrasta para o elevador e sobem até o apartamento.

Logo após, uma câmera do lado de fora mostra a queda de Tatiane. O marido leva o corpo da vítima de volta ao apartamento e foge antes da chegada da polícia.

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Felipe Manvailer é suspeito de matar a mulher, Tatiane Spitzner, no PR Imagem: Reprodução/Folhapress

Além de socos e chutes que aparecem no vídeo, a promotoria defende tese de que uma testemunha viu Tatiane na varanda, em uma tentativa de fugir do local. Segundo o Ministério Público, o testemunho enfraquece a tese de suicídio.

Na ocasião, a defesa de Manvailer negou as acusações e diz que aguarda os laudos técnicos da perícia, realizada apenas esta semana no apartamento. 

Processo segue em andamento

Na sexta (24), a Justiça recusou a um pedido da defesa para cancelar as investigações. De acordo com os advogados, a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná não deixou claro qual a causa da morte de Tatiane.

Luis Felipe Manvailer segue preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava. O processo segue em andamento.

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