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Livro reúne histórias de artistas mulheres ofuscadas por seus companheiros

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Em 1903, Camille começou a exibir seus trabalhos e se tornou uma expoente da escultura, apesar de seu mérito ser atribuído a Rodin. Há muitos relatos sobre a inveja que ele sentia do destaque da artista Imagem: Divulgação

Natacha Cortêz

Da Universa

06/07/2018 04h00

Camille Claudel, nascida na França, em 1864, e morta, em 1943, foi uma importante escultora de seu tempo. Ela, porém, nunca foi reconhecida, de fato, em tempo algum. A história a colocou apenas como a jovem amante de Auguste Rodin, o escultor genial com quem teve um romance cheio de abuso.

Zelda  Sayre, nascida nos Estados Unidos ,em 1900, e morta, em 1948, foi escritora, dançarina e pintora. Muito jovem, se casou com Scott Fitzgerald. Ele se tornou um grande escritor e usou o relacionamento dos dois como material para seus romances, chegando a ser acusado por ela de plagiar partes de seu diário. Zelda acabou vítima de um marido autoritário, morreu queimada em um manicômio e ficou mesmo conhecida como a mulher do prestigiado Fitzgerald.

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Capa de “Pequeno Guia De Incríveis Artistas Mulheres Que Sempre Foram Consideradas Menos Importantes Que Seus Maridos” Imagem: Divulgação

A artista visual Beatriz Calil quis corrigir o erro de um mundo que escolheu celebrar os homens artistas em detrimento de suas companheiras. Autora do “Pequeno Guia De Incríveis Artistas Mulheres Que Sempre Foram Consideradas Menos Importantes Que Seus Maridos” (ed. Urutau), ela reuniu 16 mulheres artistas (além de Camille e Zelda, estão no livro nomes como Yoko Ono e Simone de Beauvoir), reescreveu suas biografias e falou da grandiosidade de suas produções, sem deixar de dizer como suas trajetórias foram prejudicadas pelo machismo de seus companheiros.

Ao retratá-las, Beatriz as pôs acompanhadas de um vulto branco. "Assim, elas, finalmente, podem existir."

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Zelda foi escritora, foi bailarina, foi pintora. Zelda é mundialmente conhecida como “esposa do escritor Scott Fitzgerald” Imagem: Divulgação

“Talvez a maior potência do guia seja a de agir de forma diferente em cada um que lê. Se o leitor for homem, que sirva como disparador de uma autocrítica. Se mulher, que seja transmitida uma sensação de coletividade e luta. Se um galerista ou curador, que esses busquem mudanças efetivas nas instituições onde trabalham e projetos que participam”, diz Beatriz sobre a mensagem que quer passar com seu primeiro livro.

“Pequeno Guia De Incríveis Artistas Mulheres Que Sempre Foram Consideradas Menos Importantes Que Seus Maridos” custa R$ 35 e pode ser comprado no site da editora.

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