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Mulheres protagonizam um mundo em evolução


Taxa de suicídio de mulheres cresce mais rápido que de homens, diz estudo

Favor_of_God / iStock Photo
Imagem: Favor_of_God / iStock Photo

da Universa, em São Paulo

15/06/2018 11h19

Homens ainda se matam mais do que mulheres. No entanto, os números de suicídios aumentaram mais de duas vezes mais rápido entre elas do que entre eles desde 2010.

A conclusão é do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS), um órgão do governo americano que avalia as principais causas de morte no país.

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O estudo, publicado na quinta (14), levou em consideração também números oferecidos pelo CDC, Centro de Controle de Doenças dos EUA. Segundo o relatório, a ocorrência de suicídios cresceu entre homens e mulheres no período entre 2000 e 2016; e sete a cada dez casos destas mortes são de homens.

Contudo, a taxa de mulheres que morreram por suicídio cresceu 50% entre 2000 e 2016, comparada com 21% de aumento da incidência entre homens. Ao olhar as informações destas mortes a partir de 2010, o aumento de mortes por suicídio entre homens é de cerca de 1% a cada ano, enquanto o número entre mulheres tem um crescimento médio anual de quase 3%.

A faixa etária de mulheres mais afetadas é aquela em que elas têm entre 45 e 64 anos. 

"Mulheres têm tido filhos mais tarde, quando suas carreiras estão florescendo. Elas cuidam de filhos e têm mais responsabilidades no trabalho, além de terem que tomar conta dos pais que estão envelhecendo [ao mesmo tempo] em que lidam com estresses financeiros", explicou a professora de psiquiatria da Universidade de Michigan Michelle Riba à edição americana do "Huffington Post".

Ela enxerga, porém outras duas fontes de estresse que afetam mulheres e podem estar contribuindo para o crescimento das mortes por suicídio: desigualdade salarial e assédio no trabalho.

"Temos visto o movimento #MeToo e estas mulheres famosas que foram assediadas por homens, mas e as milhares e milhares de mulheres que têm sido assediadas todos os anos e não tiveram como lidar com os Harvey Weinstein do mundo todo?", questionou.

"Elas podem ter transtorno de estresse pós-traumático e não ter condições de avançar em seus empregos porque não querem jogar este jogo com seus supervisores", analisou.

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