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Autoestima

Marília Mendonça conta que sofreu bullying e alerta: "suicídio não é opção"

Reprodução/Instagram
Marília Mendonça Imagem: Reprodução/Instagram

da Universa, em São Paulo

28/05/2018 15h29

Inspiração para muita gente por suas letras que discutem questões emocionais diversas, Marília Mendonça falou neste domingo (27) sobre uma experiência difícil que enfrentou na adolescência: o bullying.

Após assistir a segunda temporada da série "13 Reasons Why", a cantora — que é uma das vozes mais potentes do "feminejo" — refletiu sobre como a presença e o apoio dos pais na vida de adolescentes que estão enfrentando este tipo de sofrimento é importante para evitar casos de suicídio. 

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‏"A falta de diálogo em casa é causa de grandes problemas na atualidade. Culpar a escola é complicado. Se eu tenho a minha família em casa e ela não me vê, não se importa, por que a escola se importaria? Tenho experiências com bullying desde quando nem existia esse termo para representar. Chegava em casa e contava tudo para a minha mãe. Ela revirava o mundo até que resolvessem o problema", relembrou Marília.

"Então se você tem passado por problemas como bullying, converse com seus pais, com uma tia, com a sua avó, com alguém da sua confiança. Infelizmente, graças ao governo do país, nossas escolas não têm fundos pra ensinar nem o “básico” que dirá empatia", acredita.

A sertaneja ainda reflete sobre qual é o peso da experiência emocional nesta fase da vida e o seu impacto no futuro do indivíduo. "A adolescência é a fase mais perigosa da vida, em que a cabeça está um turbilhão e você começa a engatinhar nos sentimentos. É quando você diz seu primeiro “te amo” para alguém que não te ama. Você quer ser aceito. Você quer ser visto. Mas aí, depois, você quer se esconder".

Alerta para as famílias

"Então por isso digo: toda a atenção do mundo na fase da adolescência dos seus filhos. Quando você tinha medo que ele lavasse copos e cortasse o dedo, [era] perigoso né? E agora que alguém pode cortar o coração deles? Mães, pais... Não nos escutem quando a gente disser que quer distância de vocês. A gente não quer, não. A gente quer vocês bem aqui pertinho, do nosso lado. Desde o primeiro passo, a primeira vez na escola, a primeira relação sexual, a primeira decepção... Tenham paciência", pediu.

"É normal a mãe ser superprotetora e proibir, sabendo o mal que causa. Mas, a estratégia da minha mãe para conquistar minha amizade foi me ouvir e aconselhar com sensatez. Ela nunca quis que eu visse nela um monstro porque ali naquele coração só tem amor. Pena que alguns pais não demonstrem".

Marília ainda conclui, se dirigindo a quem está enfrentando este tipo de agressão. "O suicidio não é uma opção".