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Mulheres protagonizam um mundo em evolução


Como Bibi Ferreira revolucionou o papel da mulher na arte brasileira?

Wilian Aguiar
Imagem: Wilian Aguiar

Gustavo Frank

Da Universa

13/02/2019 16h25

Atriz, cantora e diretora, Bibi Ferreira morreu nesta quarta-feira (13), aos 96 anos, após sofrer uma parada cardíaca em sua casa no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

A carioca, que trilhava seus 77 anos de carreira, foi um dos nomes mais importantes no meio artístico brasileiro e seus feitos, como mulher e artista, deixaram um marco sobre o que se entende por arte no Brasil.

Mulheres na direção

Nos anos 70, Bibi Ferreira deu um basta no machismo que dominava o ambiente artístico no Brasil ao se tornar uma das primeiras mulheres a dirigir peças de teatro na época, em que elas eram restritas a participarem dos espetáculos apenas como atrizes; nunca no comando.

Em 1952, a artista recebeu o prêmio de melhor direção pela peça "A Herdeira", de Henry James, pela Associação de Críticos do Rio de Janeiro

Marco na história da arte no Brasil

No ano de 1944, Bibi fundou sua própria companhia de teatro: a Companhia de Comédias Bibi Ferreira. O espetáculo de estreia foi o "Sétimo Céu", protagonizado por mulheres, com as atrizes Maria Della Costa e Cacilda Becker.

Sua importância ao longo dos anos fez com que seu nome fosse escolhido para representar um dos prêmios mais importantes do teatro. O prêmio Bibi Ferreira prestigia as melhores obras do teatro nacional.

Seu nome, além do prêmio, deu origem também ao Teatro Bibi Ferreira, localizado em São Paulo, que traz atores da TV aos palcos teatrais.

Contribuição artística ao país

A artista também deixou sua marca em sua terra natal. Em 2015, Bibi Ferreira conquistou o título de uma das dez mulheres que marcaram a história do Rio de Janeiro por sua contribuição à cidade e ao país.

Bibi foi uma das únicas brasileiras se a apresentar em Nova York, nos Estados Unidos, em shows com os ingressos lotados. O destaque foi tão grande que rendeu a ela uma matéria em um dos jornais mais conceituados do mundo, o "The New York Times", em 2016. 

Na década de 2010, Bibi começou a realizar espetáculos focados em apenas um artista, como a francesa Edith Piaf, a portuguesa Amália Rodrigues, e o americano Frank Sinatra.

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