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Como em "O sétimo guardião": "Fico excitada vendo homens com uma lingerie"

João Cotta/Rede Globo/Divulgação
Personagem de "O sétimo guardião" gosta de colecionar calcinhas Imagem: João Cotta/Rede Globo/Divulgação

Luiza Souto

Da Universa

17/11/2018 04h00

Usar uma calcinha como faz o delegado Machado (Milhem Cortaz), de “O sétimo guardião”, não é coisa de novela. A atendente de loja Edna Maria, por exemplo, se identificou com a cena em que Rita de Cássia (Flávia Alessandra) pede para o marido transar com ela após vê-lo com uma lingerie na trama das nove: a baiana gosta de observar os parceiros usando fio-dental, de preferência de renda, nas cores branca ou preta.

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“Fico excitada com fotos e vídeos ou ainda vendo homens de lingerie bem perto de mim”, relata Edna, de 44 anos, adepta do BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) e Femdom (Domínio Feminino).

Desde a adolescência, Edna aprecia o formato do bumbum masculino, justifica ela, e por isso acha normal ver o parceiro usando fio-dental. A primeira vez que pediu para um homem colocar uma calcinha, foi “super de boa”, lembra. Os dois se conheceram nas redes sociais e ali descobriram afinidades: ele já experimentava lingeries.

Globo/Reprodução
O personagem de Milhem Cortaz usa calcinha na novela "O sétimo guardião" Imagem: Globo/Reprodução

“Rimos juntos e ficamos por dois anos. Esse tipo de relacionamento geralmente começa nas redes sociais, em grupos de pessoas que têm gostos parecidos”, observa.

E quando o homem não entra na brincadeira, atenta Edna, a relação nem segue. “Fui casada por cinco anos com um cara que não entendia esse meu fetiche, e tentamos algumas adaptações para o nosso casamento, como beijo grego e fio terra, mas a dominação feminina ele não topou”.

Reprodução/TV Globo
Rita de Cássia (Flávia Alessandra) flagra o delegado Machado (Milhem Cortaz) com calcinha Imagem: Reprodução/TV Globo

Ela já está acostumada a ouvir críticas do tipo "homem usando calcinha é problema de gênero", mas credita à falta de informação.

“Defendo as minhas ideias e estilo de vida contra todo esse preconceito e falta de informação, sempre com respeito”.