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Violência contra a mulher

"Foi uma tocaia", diz coordenadora de campanha do PSOL agredida no RJ

Divulgação
Foto de Maria após agressão que sofreu na porta de casa Imagem: Divulgação

Camila Brandalise

Da Universa

25/09/2018 13h57Atualizada em 25/09/2018 21h28

Maria*, filiada ao PSOL e coordenadora da campanha de Sérgio Ricardo Verde, candidato a deputado estadual pelo partido no Rio de Janeiro, foi agredida, na noite de ontem, por três homens armados. Segundo Verde, dois desceram de um táxi amarelo e, armados, deram coronhadas e um soco no olho dela. Os agressores levaram o celular dela.

Maria foi atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Depois, seguiu para a 37ª Delegacia de Polícia da região, onde prestou depoimento. Ela fará exame de corpo de delito no IML. Maria é uma das administradoras do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, segundo Verde. A informação está registrada no boletim de ocorrência. Não é possível afirmar, no entanto, que o crime tenha alguma motivação política.

"Quero deixar claro que, em nenhum momento, disse que foi um apoiador do candidato de extrema-direita que fez isso comigo. Mas não descarto a possibilidade por causa do modo como foi feito. Foi uma tocaia, me agrediram", disse Maria à Universa.

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O PSOL divulgou uma nota de repúdio à agressão sofrida por Maria e exige “apuração e punição imediata dos autores deste ato”. Por telefone, Verde afirmou que, no domingo, durante uma panfletagem da campanha, um homem pegou o panfleto da mão dela, amassou e apontou para ela com a mão em formato de arma.

"Ela é uma figura conhecida aqui por suas posições, trabalha em projetos sociais em comunidades, como capacitação profissional de jovens. Neste momento trabalhava pela reabertura da maternidade da Ilha do Governador", afirma Verde.

*O sobrenome foi suprimido para proteger a vítima.

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