menu
Topo

Diversidade

Google dá curso de capacitação profissional para 100 mulheres trans

Giorgia Cavicchioli
No evento, falou-se muito sobre empoderamento e autoestima Imagem: Giorgia Cavicchioli

Giorgia Cavicchioli

Colaboração para Universa

31/07/2018 14h05

O escritório do Google em São Paulo reuniu 100 mulheres trans na última segunda-feira para um workshop de capacitação profissional. A iniciativa fez parte do Womenwill, um programa da empresa que planeja aprimorar o desenvolvimento de mulheres e, assim, diminuir desigualdades de gêneros no mercado de trabalho.

De acordo com a gerente de marketing Maria Helena Marinho, responsável pelo programa, as mulheres recebem 16 horas de treinamento, sendo 12 delas específicas para o trato de questões psicológicas e emocionais e quatro para o aprendizado de ferramentas digitais.

Giorgia Cavicchioli
Maria Helena é gerente de marketing e responsável pelo programa Imagem: Giorgia Cavicchioli

Veja também

O curso acontece todos os meses. A ideia é que ele ajude mulheres a encontrarem novos empregos, mudarem de carreira, aprenderem técnicas de negociação e de finanças pessoais. “A gente espera que elas saiam daqui mais conscientes do seu valor e que entendam que elas podem ocupar o espaço que quiserem no mercado de trabalho”, diz Maria Helena.

Palestras sobre liderança e chefias

Foi exatamente sobre isso que as mulheres presentes no evento desta segunda-feira conversaram. O braço do projeto que contempla as mulheres trans, segundo Maria Helena Marinho, foi criado por causa da situação de desemprego que a maioria delas vive, especialmente, devido ao preconceito.

Na primeira parte do curso, as alunas receberam dicas de como ativar, internamente, suas capacidades de liderança. Numa palestra orientada pela psicóloga e coach Priscilla Sá, ouviram que, apesar de serem vítimas de uma sociedade discriminatória, elas podiam mudar essa realidade, se colocando como sobreviventes e donas de histórias de superação.

A psicóloga também falou sobre os tipos de chefe mais comuns nas empresas, as autoritárias e as passivas, e que elas, as alunas, não precisavam ser de nenhum desses extremos. “Vocês podem achar um equilíbrio na assertividade”, disse Priscilla. Um dos momentos mais emocionantes do evento foi quando a autônoma Amanda Marfree, de 33 anos, tomou a palavra e disse que tinha muita vergonha de falar em público. Nesse momento, Priscilla a chamou no palco. No caminho, Amanda foi aplaudida pelas colegas. Ao microfone, incentivada pela psicóloga, contou um pouco de sua história.

Dicas de finanças e negociação

As 100 alunas receberam ainda orientações da publicitária Dani Gábriél sobre como criar uma rede de contatos profissional. A publicitária também deu dicas de como preparar currículos, negociar empregos e se apresentar a outros profissionais de áreas que as interessam.

O dia contou também com muitas falas sobre empoderamento e autoestima. Nesta terça-feira, o curso continua, com treinamentos específicos sobre finanças e ferramentas digitais. Também serão apresentados casos de mulheres trans que tiveram sucesso no mundo corporativo.

Quem quiser participar do projeto pode se inscrever no site.

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário da Universa. É grátis!