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Movimento #FreeTheNipple ganha a passarela de Jean-Paul Gaultier em Paris

da Universa, em São Paulo

06/07/2018 11h53

O movimento #FreeTheNipple, que pede a literal liberação do mamilo em espaços públicos para combater a objetificação do corpo feminino e, consequentemente, reclama o seu empoderamento, ganhou mais uma esfera importante.

O estilista Jean-Paul Gaultier levou a hashtag da campanha às passarelas da Semana de Alta-Costura de Paris, em que apresentou sua coleção de outono-inverno 2018/2019 na quarta (4).

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Além de peças que traziam palavras de ordem por seios livres e pela liberdade de homens e mulheres serem donos de seus próprios corpos, o desfile trouxe uma série de peças com transparências, recortes e decotes estratégicos, que deixavam esta zona à mostra.

Os folhetos do fashion show ainda pediam "Liberdade e Igualdade", os dois primeiros lemas da república francesa. Após a apresentação de suas criações, Jean-Paul afirmou questionou os presentes: "Se homens têm direito de andar com os peitos nus, por que não as mulheres?"

Do que se trata?

O "Free the Nipple" é fruto das discussões promovidas por movimentos feministas ao redor do globo. Suas primeiras manifestações foram vistas no último ano nas passarelas e no estilo pessoal de figuras icônicas da moda, como Kendall Jenner.

A modelo mais bem paga do mundo transformou o mamilo livre em marca pessoal nos EUA, tanto que chegou a motivar mulheres a procurar procedimentos estéticos em clínicas para copiar sua silhueta livre de sutiã.

Desde o início do ano, o mamilo reapareceu nos desfiles de Alberta Ferretti, na semana de moda de Milão, e na de Isa Arfen, durante a Fashion Week londrina, entre outras.

No Brasil, seus efeitos foram sentidos já no Carnaval 2018, quando estrelas como Cleo Pires, Anitta e Bruna Marquezine usaram recortes reveladores, adesivos e até transparências que deixavam à mostra a silhueta dos seios.

A escolha de Bruna, aliás, suscitou uma discussão importante sobre liberdade e padrões, já que houve quem dissesse que seus seios estavam flácidos e que, por isso, ela não deveria ter optado pelo top de cristais para curtir um bloco de rua no Rio.

Reinaldo Lourenço, Osklen, Lilly Sarti, Samuel Cirnansck e Projeto Ponto Firme foram algumas das marcas que, na SPFW em abril, fizeram coro aos esforços de eliminar a sexualização massiva do corpo feminino ao banalizar a presença do mamilo na passarela em modelos com transparências ou recortes reveladores.

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