Sexo

Como falar sobre sexo com o filho adolescente; mães contam suas estratégias

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Imagem: Getty Images

Beatriz dos Santos e Carolina Prado

Colaboração para Universa

08/06/2018 04h00

Dar exemplos de experiências vividas, ouvir, tirar dúvidas, falar sobre métodos contraceptivos... A seguir, famílias contam em que momento entraram no assunto sexo com os filhos (e como foi o papo).

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“Não uso o discurso do medo, procuro falar sem tabu”

“Conversei com meus filhos sobre sexo assim que o corpo deles começou a mudar, por volta dos 10 anos. Foi uma conversa sobre o corpo, mais para explicar o que estava acontecendo. Claro que também expliquei sobre camisinha, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Mas, conforme eles foram crescendo, procurei sair desse discurso e falar do sexo sem tabu. Com a minha filha, a preocupação é levar para esse lado de que a masturbação é algo natural, que sexo e amor são coisas diferentes e que ela não deve se sentir culpada pelo que sente, que não tem certo e errado no sexo, desde que ela tenha responsabilidade. Já com o meu filho, eu tento falar sobre a importância de respeitar as mulheres, de não fazer nenhuma pressão para transar, esse tipo de coisa. E sempre uso exemplos da minha própria adolescência, acho que isso aproxima a gente. Contei para a minha filha, por exemplo, uma loucura que eu fiz, de sair com um cara em um dia, ir para o motel no dia seguinte, dar número errado e sumir, para não ter que dar continuidade ao romance. Ela desacreditou, mas eu compartilhei para que ela entendesse que nós, mulheres, também podemos ter essas vontades e tudo bem, que não é errado, não é um direito só dos homens. Nesse ponto, fiz diferente da minha mãe. Ela usava o discurso do medo, parecia que o sexo era algo ruim e que eu seria castigada se fizesse. Então, eu tento fazer o contrário, porque sei como isso atrapalha.”

Tanara Reis, 40 anos, empresária

“Converso sobre sexo com meu filho desde que ele tinha cinco anos”

“Quando eu engravidei do meu caçula, meu filho mais velho tinha cinco anos. Foi a primeira vez que ele me perguntou como eram feitos os bebês, como eles nasciam e tudo o mais. E eu nunca menti para ele. Mas tentei adaptar a explicação de um modo que ele pudesse entender. Porém, sem esconder nada. Com o tempo, fui falando sobre outras coisas que eu considero importantes, sobre respeitar o corpo dele, reforcei que pelo fato de ser homem ele não precisa, necessariamente, ser o que ataca e, aliás, não deve chegar atacando mulher nenhuma, porque tem que respeitar o corpo delas também. No final, falamos sobre prevenção e até colocamos a camisinha na banana juntos. Sobre pedofilia, já conversamos algumas vezes. Com tudo isso, a gente foi criando um diálogo, eu e o pai dele sempre tentamos deixá-lo à vontade. Toda vez que conversamos sobre algo é porque ele coloca uma questão. Eu penso que, se ele está pronto para perguntar, então, está pronto para receber a resposta. E não vou muito além do que ele pergunta. Acho que só fazer discurso sobre prevenção não funciona, minha mãe nunca fez isso comigo, sempre rasgou o verbo sobre sexo, me deixou confortável para falar o que eu quisesse, e isso foi excelente para mim. Então, faço o mesmo aqui em casa.”

Ana Lúcia Pereira, 37 anos, administradora de empresas

“Deixei o caminho aberto para a minha filha tirar todas as dúvidas”

“Sempre tive aquelas conversas de sexo que toda mãe tem, antes mesmo da minha filha entrar na adolescência, mais para explicar como funciona o corpo e os cuidados que ela precisa tomar. Mas deixei o caminho aberto para ela tirar dúvidas sempre que quisesse. E acho que foi isso o que fez a diferença. Assim que ela iniciou a vida sexual, com 17 anos, a primeira pessoa que ela procurou para conversar fui eu. Ela me perguntou se era normal sangrar, falou que estava tentando transar há alguns dias, toda vez que eu saía e eles ficavam sozinhos. Demos risada juntas por causa disso e eu aproveitei para tirar todas as dúvidas dela. Fiquei um pouco surpresa, achei que ela ainda era jovem para ter uma vida sexual ativa, mas o importante é que ela teve cabeça, se preveniu. Nunca tive vergonha de falar sobre sexo com ela e acho que isso fez com que minha filha se sentisse segura, à vontade. Então, não foi o que eu disse, mas como eu disse. Quando ela precisou de alguma informação, que não recebeu na escola ou com as amigas, não ficou tímida de vir falar comigo. Não é comum ela ter dúvidas, mas eu não me canso de repetir que ela pode contar comigo sempre. No mais, dou toda liberdade a ela, porque sei que posso confiar.”

Fabiana Sousa, 46 anos, dona de casa

“Aproveitei uma música para entrar no assunto”

“Comecei a falar sobre sexo com a minha filha por causa de um vizinho que colocava no carro um som altíssimo, que só tocava funk proibidão. Foi no ano passado: ela tinha dez anos e eu acabei aproveitando o gancho, porque tinha medo que ela entendesse errado. Expliquei que o jeito que a música falava de sexo não era bom e saudável, que o sexo era uma coisa diferente, que precisava envolver amor e responsabilidade. Eu procurei dar exemplos de garotas que, na minha adolescência, não souberam fazer escolhas e acabaram se dando mal. Falei até de coisas mais sérias, como estupros coletivos, porque acho melhor ela saber e entender que precisa colocar limites e cuidar da própria segurança e do próprio corpo desde cedo. Como ela ainda não está na época dos namoradinhos, eu não entrei em muitos detalhes sobre a relação sexual, porque poderia antecipar algumas preocupações sem necessidade. Acho importante tocar no assunto, mas cada coisa a seu tempo.”

Lilian Dressler, 32 anos, dona de casa

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