Mães e filhos

No flagra! Pais que pegaram os filhos transando contam suas reações

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Beatriz dos Santos e Carolina Prado

Colaboração para Universa

23/05/2018 04h01

Mesmo quando o papo sobre sexo rola abertamente em casa, pegar o filho no ato é algo que choca só de pensar. Os pais a seguir passaram exatamente por isso e dão a dica para lidar com a saia-justa.

“Minha filha fez muito barulho e tinha esquecido de fechar a porta”

“Estava sozinha no meu quarto quando comecei a ouvir uns barulhos estranhos no quarto dela. Fui olhar e minha filha tinha deixado a porta só encostada e estava lá na maior, com o namorado. Na hora, caí na risada e, mais tarde, chamei ela para conversar. Se fosse o pai dela que tivesse ouvido e ido até o quarto, a coisa ia ficar feia!

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Eu estava preparada, vamos dizer assim, porque já sabia que ela transava e tinha dado essa liberdade a ela. Mas expliquei que também não precisava ser na minha frente, né? Foi uma conversa tranquila e, depois disso, não aconteceu mais nada do tipo.” (Claudia Simões Silva, 49 anos, pedagoga e diretora).

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“Abri a porta e demorei um pouco para entender a cena”

“Aqui em casa sempre tivemos o costume de nunca deixar a porta trancada. Então, em um final de semana, era horário do almoço e minha filha estava com o namorado no quarto. Eu fui perguntar para ela o que queria comer ou algo do tipo. Fiz o que sempre faço, dei uma batidinha na porta e já fui entrando. O namorado dela estava pelado, coberto com o lençol, ela meio de lado... eu demorei um pouco para entender a cena.

Quando me toquei, saí, fechei a porta rapidinho, para não deixá-los mais constrangidos. Comecei a rir sozinho, mas fiquei tranquilo, porque a gente conversa muito sobre sexo, eu mesmo que levei minhas duas filhas ao ginecologista no começo da adolescência. Elas têm liberdade para transar em casa com os namorados e eu prefiro assim do que em qualquer canto.

No caso desse flagra, foi bem pior para eles do que para mim, principalmente para o namorado, que nem falou comigo naquele dia. Ela é quem veio falar que ele havia ficado chateado e eu disse que tudo bem. Só avisei que, na próxima, numa situação dessas, ela poderia, sim, trancar a porta do quarto dela.” (Luciano*, 45 anos, educador físico)

“Esmurrei a porta e ele não abriu. Só depois entendi porquê”

“Eu tinha saído para jantar com o meu marido, liguei para o meu filho e falei que ia demorar, porém, não demoramos muito. Quando cheguei, fui ao quarto dele, tentei abrir a porta e estava trancada. Esmurrei a porta, chamei, chamei e ele não abriu. Fiquei enlouquecida! Achei que ele estava usando drogas, algo do tipo.

Meu marido me acalmou e me convenceu de que eu deveria ir dormir. Na hora do café da manhã, perguntei ao meu filho o que tinha acontecido e ele respondeu: ‘A menina tá ai’. Eu achei que era mentira e, passado um tempo, fui guardar a roupa no quarto e ela estava lá dormindo, a namorada que eu nem conhecia!

Levei um susto, fiquei sem reação. No dia seguinte, eu e meu marido tivemos aquela conversa sobre sexo, preservativo, gravidez e doenças com meu filho. Não foi fácil, porque meu filho sempre foi bem reservado. Mas faz parte.” (Elisa*, 43 anos, professora aposentada)

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“Pegamos meu filho transando na sala”

“Aqui em casa já aconteceu duas vezes. Na primeira, eu entrei no quarto do meu filho para pegar o cesto de roupa suja e estava tudo apagado, em silêncio, achei que ele nem estivesse lá. O interruptor ficava perto da cabeceira da cama e, quando eu acendi, os dois estavam em pleno ato. Fiquei furiosa. Não porque eles estavam transando, mas porque não pararam quando eu cheguei, não era possível que não tivessem escutado nada! Mas, na hora, só saí.

Depois, conversei com meu filho à parte, pedindo que ele tomasse mais cuidado. Só que ainda teve uma situação pior. Meu marido saiu para cortar o cabelo e deixou meu filho com a namorada em casa. Quando voltou, eles estavam transando na sala. Meu filho correu para o quarto e deixou a menina sozinha, pelada, na sala. Aí foi a gota d’água: meu marido não teve outra saída a não ser repreender os dois. A menina chorou e nunca mais apareceu. Foi bem constrangedor para todos nós.” (Nilzete Alves Ferreira, 40 anos, costureira)

“Entrei no quarto sem bater e eles estavam correndo pra vestir a roupa”

“Tinha avisado meu filho que ia sair para jantar com meu namorado e falei que ia chegar tarde. Realmente, eu saí tranquila, sabia que ele namorava e que a namorada ia ficar lá com ele, mas jamais pensei que pudesse acontecer algo tão constrangedor.

Quando cheguei em casa, vi que tinha uma camiseta dele no sofá e já fiquei meio brava, porque odeio que ele deixe as coisas jogadas e ele sabe disso. Aí, fui levar no quarto e, como já estava meio irritada, fui logo abrindo a porta. Eu nem me lembrei que a menina estava lá! Acabei dando de cara com os dois correndo para colocar a roupa, ela com a blusa pela metade e meu filho só de cueca na cama.

Com certeza eles ouviram a gente chegando e pararam tudo, porque senão teria sido bem pior. Eu só joguei a camiseta na cama e fechei a porta, nem comentei mais nada naquele dia, nem com ele, nem com ela.

Na hora que a menina foi embora, ela mal olhou na minha cara, coitada, e eu não a culpo, porque deve ter passado a maior vergonha, né? Depois, ela ainda ficou um tempão sem aparecer. Conversei com meu filho e até pedi desculpas, porque eu não deveria ter entrado sem bater. Ele tem liberdade em casa, nunca me desrespeitou, então, considero que eu estava mais errada que ele.” (Ana Maria*, 47 anos, professora)

* Nomes trocados a pedido dos entrevistados

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