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Mães e filhos

"Talvez ser mãe não tenha nada a ver com leveza", diz Carolinie Figueiredo

Reprodução/Instagram/Carolinie Figueiredo
Carolinie Figueiredo e os filhos, Bruna e Theo Imagem: Reprodução/Instagram/Carolinie Figueiredo

Da Universa

09/05/2018 14h43

Educadora parental e uma das principais vozes da maternidade real, Carolinie Figueiredo compartilhou com seus seguidores uma cena de esgotamento e correria com os filhos, Theo e Bruna, do relacionamento com o ator e diretor Guga Coelho. No texto, ela dissertou sobre maturidade, amor, calma, fraquezas e também equilíbrio.

“Hoje, quando saía de casa com dois filhos agarrados na minha saia enquanto segurava as compras, equilibrava um copo de mate e ocupava as mãos com os lanches eu ri. Em certas situações o melhor a fazer é encarar a realidade com leveza e humor. Estava exausta e minha primeira atitude foi entrar no lugar conhecido de repetições mentais: ‘falta de estrutura emocional’, ‘não sei de onde tirar paciência’, ‘suco de caixinha faz mal’, ‘conta até mil para não explodir, afinal já passaram das seis’. Antigos lugares mentais já visitados por mim nessa maternidade real”, começou ela, que logo encarou toda a correria para dar conta de tudo com bom humor.

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“Ao me olhar de fora, sem me identificar com a história pessoal e seus dramas, não tive outra alternativa senão rir de mim mesma e pensar como meus filhos me fizeram ressignificar meu humor. Seja pela manhã, quando nunca achei que fosse acordar com energia para brincar, seja por tentar encarar situações que antes me tirariam do sério (como? respirando sempre e deixando rolar lágrimas quando necessário sem muito julgamento ou alarde)”, contou a atriz.

Na dúvida se compartilharia esse relato com seus seguidores no Instagram, Carolinie falou da dificuldade de manter o foco em meio as dificuldades da maternidade e das tarefas diárias do dia a dia.

“É difícil nos mantermos no presente sem a cabeça voar quando a realidade não parece tão legal. Até mesmo pensar sobre escrever um texto sobre maternidade, às vezes, é uma fuga para não conectar com a maternidade em si. Colocando o cinto na mais velha ela dispara: ‘mãe do que você tem mais medo?’ Pensei: ‘agora não, não tenho condições’ - mas soltei leve um: ‘do monstro que mora em mim’. Ela: ‘isso não vale mãe. Estou falando do que você tem mais medo de verdade: se é de ficar sozinha, de ficar num quarto escuro ou barata voadora’”.

“Talvez ser mãe não tenha nada a ver com leveza. Não o tempo todo. Mas misteriosamente tem algo a ver com um amor que não se explica e que cresce para lugares mais profundos. Lembrei de quando fiz essa pergunta para minha mãe e ela respondeu: ‘de ficar sozinha’. Há anos venho repetindo esse mesmo medo. Ali percebi que a decisão de ter filho tão nova (21 anos) - a mesma idade que minha mãe me teve - veio de um lugar também profundo. Escolhi um caminho de grandes aprendizagens, de expandir o amor. E tenho os melhores dois companheiros nessa jornada”, finalizou a atriz ao lado dos filhos.

Nova profissão

Em dezembro, Carolinie fez um longo texto em seu perfil no Instagram falando que tinha deixado a carreira artística em segundo plano e assumido a função de terapeuta e educadora. E que na verdade eram essas duas novas profissões que estavam pagando suas contas.

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