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Diversidade

Ministra alemã é alvo de críticas após questionar casamento gay

Carsten Koall/Getty Images
Imagem: Carsten Koall/Getty Images

Da DW

22/11/2018 16h35

Chefe da pasta de Educação questiona decisão da Alemanha de legalizar matrimônio homoafetivo e possíveis problemas enfrentados por filhos de pais do mesmo sexo. Parlamentares classificam declarações de discriminatórias.A ministra da Educação da Alemanha, Anja Karliczek, foi alvo de críticas por ter questionado a recente decisão da Alemanha de legalizar o casamento gay e o bem-estar de filhos de casais do mesmo sexo. Parlamentares da oposição rechaçaram os argumentos da ministra.

Karliczek – membro da União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler federal alemã, Angela Merkel – afirmou que a decisão de 2017 de legalizar o casamento gay na Alemanha foi precipitada, e alegou ainda que não havia estudos de longo prazo sobre os efeitos sobre crianças que têm pais do mesmo sexo.

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"Acho que a maneira como fizemos isso [legalizar o casamento gay] não estava certa", disse Karliczek em entrevista ao canal alemão de notícias NTV.

A ministra para Família, Idosos, Mulheres e Jovens, Franziska Giffey, imediatamente afirmou à colega de gabinete que há pesquisas sobre filhos de casais homossexuais.

"Estudos já mostraram que as crianças se desenvolvem tão bem em relacionamentos homossexuais como em famílias com uma mãe e um pai. O que conta é que as pessoas cuidem de seus filhos com amor", disse Giffey, membro do Partido Social-Democrata (SPD).

A parlamentar Doris Achelwilm, do partido A Esquerda, acusou Karliczek de "negar a realidade" e de apresentar "argumentos simulados fraudulentos". Em entrevista ao conglomerado midiático alemão Funke, Achelwilm salientou que houve tempo para o debate sobre a igualdade no casamento no Bundestag (Parlamento alemão) e que a maioria dos alemães havia apoiado a legislação.

Sven Lehmann, do Partido Verde, também apontou que numerosos estudos de longo prazo foram realizados sobre o assunto, e acrescentou que Karliczek faria com que algumas crianças alemãs venham a sofrer por causa de suas "declarações discriminatórias".