Direitos da mulher

Adesão à "Greve das Mulheres" aumenta no mundo todo

Jacques Demarthon/AFP
Protestos pelos direitos da mulher em Paris em janeiro Imagem: Jacques Demarthon/AFP

da ANSA

08/03/2018 08h11

Mais de 170 países devem ter manifestações durante a greve que ocorrerá no Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

Dentre eles, a nação que deve ter maior engajamento, ao menos na Europa, é a Espanha. Organizações de defesa dos direitos das mulheres promoverão uma greve geral no país, sob o slogan "Sem nós, o mundo para". A plataforma Comission8M inspirou-se na histórica abstenção no trabalho feita por islandesas em 1975 — que foi seguida por cerca de 90% das cidadãs.

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A pausa também é prevista para as tarefas domésticas, cuidados com outras pessoas, como marido e filhos, e no consumo. Os dois principais sindicatos do país, a Confederação Sindical de Comissões Operárias (Ccoo) e a União Geral de Trabalhadores (UGT), convidaram as mulheres a realizarem uma pequena greve de duas horas durante o período de trabalho.

Para aquelas que trabalham pela manhã, das 11h30 às 13h30, e para as que trabalham de tarde, das 16h às 18h. As associações, cientes do quanto a paralisação "afeta a todos, trabalhadores e trabalhadoras", ressaltam que o objetivo é "chamar atenção para que as coisas não continuem como estão agora".

Alguns sindicatos menores, por sua vez, convocaram greve durante todo o dia 8 de março. As trabalhadoras rurais também poderão aderir ao movimento.

Outros países — O Brasil, também inspirado em movimentos anteriores, realizará atos em defesa dos direitos das mulheres.

Batizada de "8M Brasil", a mobilização prevê pequenas pausas no trabalho, que estão marcadas para acontecer entre 12h30 e 13h30.

Durante o período de greve, o objetivo é debater questões como a violência contra a mulher e a desigualdade salarial.

O evento também as convida a não fazerem tarefas domésticas ou cuidar de pessoas da família nesta quinta-feira. Dentre as cidades que realizarão atos, estão São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

A "International's Women Strike" também visa atingir o público feminino do mundo todo com flashmobs, passeatas, greves, debates e shows por países como Argentina, Austrália, Alemanha, Turquia, México e Canadá. Na Itália, o movimento, chamado "Non Una Di Meno", é liderado pela atriz Asia Argento, uma das mulheres que acusam o produtor Harvey Weinstein de estupro.

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O verbo SER: nenhum ser humano essencialmente bom pode não ser feminista

Eu sou Feminista. Tu és Feminista? Ele é Feminista! Ela não é Feminista?? Nós somos Feministas! Vós sois Feministas? Eles são Feministas! Elas não são Feministas?? Eu não sou Feminista?!? Sou sim, mas sei que preciso ser mais e melhor... Tu és Feminista. Apenas não sabes... Ele não é Feminista? Poderia ser sim, aliás, deveria, ainda que por empatia... Ela é Feminista! E ainda bem que tem consciência de que o é... Nós não somos Feministas? Claro que somos, ainda que disso não falemos o tempo todo... Vós sois Feministas. E fazem muito bem em o ser... Eles não são Feministas? Mas deveriam, pois todos os seres humanos deveriam ser, uns por essência e outros por empatia. E fato é que todos deveriam ser... Elas são Feministas. Sim, são, aliás, feministas convictas. E apesar de toda a ignorante discriminação que sofrem... E você? é ou não é? Sabes afinal o que é ser feminista? Sabes de verdade? Sem preconceitos? Ser feminista é ser simplesmente a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres e a favor do respeito à condição feminina. Ser feminista, portanto, é lutar contra os preconceitos que aprisionam, intimidam e limitam as mulheres nas empresas, nos espaços públicos, nas escolas e nas universidades, nas casas e nas famílias, nos jardins, nas ruas e nas praças da nação e deste mundo, impedindo-as de irem mais longe e de serem mais naturalmente felizes. Ser feminista é lutar pelo reconhecimento dos direitos civis e humanos de todas as mulheres; é lutar para que tais direitos não sejam nem menores e nem menos importantes de que os de quaisquer outros seres humanos. Ser feminista é não aceitar que uma mulher seja morta neste país a cada hora e meia apenas e tão somente porque ela é mulher. Ser feminista é perceber que é um absurdo sermos um dos países do mundo em que há menos mulheres no Legislativo e na cúpula dos Poderes Instituídos do Estado, fatos esses que enfraquecem e desqualificam o ambiente da democracia brasileira. Ser feminista é saber que enquanto não tivermos mulheres ocupando isonomicamente todos os espaços, especialmente os espaços de poder e decisão, que são os espaços em que são tomadas as decisões mais relevantes e impactantes para o presente e para o futuro da nação brasileira e de toda a nossa sociedade, não teremos um país justo, equilibrado, contemporâneo e nem será o nosso país um país melhor. Ser feminista é ter consciência da absoluta e profunda importância da mulher para o desenvolvimento e para o aprimoramento otimizado da humanidade e dos países contemporaneamente. Ser feminista é apenas querer que todas as mulheres possam andar tranquilamente pelas ruas deste país sem correrem o risco de serem assediadas, desrespeitadas, diminuídas, estupradas ou atacadas. Portanto, tenho certeza de que você é feminista, pois nenhum ser humano essencialmente bom pode não ser feminista. Você só não sabia ou não tinha consciência de que era, como eu mesma um dia não tive consciência de que era. Mas isso foi há muitos e muitos anos... Desde então, eu lutei para ser um ser humano melhor e penso que, pelo menos, amadureci e, por decorrência, pude perceber e reconhecer que eu sou Feminista sim e é ótimo assim ser. E, aliás, sempre é tempo para ser e se reconhecer como um ser humano melhor... E você? Não quer ser um ser humano melhor?

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