Topo

Mês do Orgulho LGBTQ+


Pastora LGBTQ+ ensina como é possível conciliar sexualidade e religião

Laurel Golio/HuffPost US
Elyse Ambrose Imagem: Laurel Golio/HuffPost US

da Universa

2019-06-17T11:15:33

17/06/2019 11h15

Religião é sempre um assunto complicado para pessoas LGBTQ+. Muitas crenças ainda definem outras orientações sexuais como pecado ou julgam gays, lésbicas, bis e transexuais como não dignos de compartilhar e pertencer àquela fé. Elyse Ambrose, uma pastora norte-americana queer e negra deseja mudar essa percepção.

Durante uma década inteira, Ambrose se dedicou a reconciliar sua fé com o fato de ser uma pessoa negra e queer. Estudando e ainda trabalhando na igreja, ela tem como missão ajudar outros jovens a conseguirem conciliar sua religião e sua sexualidade. Ela organiza reuniões, aulas e workshops focados em mulheres negras e queer, além de pessoas trans não-brancas.

Ambrose ainda apresenta o podcast "Black Queer Love" ao lado de seus dois companheiros, storäe e Jé, com quem ela constitui uma família poliamorosa. Os três falam sobre amor, sexo, não-monogamia ética, os altos e baixos do poliamor e como é possível unir religião e identidade LGBTQ+.

Formada na Howard University, uma universidade tradicionalmente negra, Ambrose se aproximou da religião após ir com uma amiga a um culto pentecostal. "Eu me senti conectada com Deus, me dei conta que ele estava comigo", diz ao "HuffPost". Depois da experiência e do fim da universidade, ela se inscreveu para um seminário cristão, se casou com um homem e então deu início a um PhD em religião. Frequentando uma igreja que aceitava LGBTs, ela se descobriu queer. Ambrose se descobriu LGBTQ+ por meio da religião e não apesar dela.

"Quando falo sobre sexualidade, tento afirmar que sua identificação sexual é uma parte enorme do que você é e não deveria ser deixada de lado. Você deveria ser uma só pessoa. Sua sexualidade e espiritualidade não deveriam trabalhar com propósitos distintos. Esse jeito negativo de encarar a sexualidade só causa dor. Causa traição, crianças indesejadas, casamentos indesejados... Nós devemos analisar onde nosso espírito nos leva. Como eu vivo o que sou sem machucar os outros?", questiona Ambrose.

Mais Mês do Orgulho LGBTQ+