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Carolina Herrera é acusada de se apropriar de cultura indígena mexicana

Da Universa

2019-06-13T11:38:28

13/06/2019 11h38

Assim como outras grifes de renome, Carolina Herrera é mais uma a sofrer acusações de apropriação cultural.

O alvo, desta vez, é a coleção Cruise 2020 pensada por Wes Gordon, que adotou elementos indígenas mexicanos de Oaxaca como suposta "fonte de inspiração".

A presença de estampas e bordados, porém, causou comoção de mexicanos e descendentes dos índios por não representar qualquer investimento nas comunidades. Em uma série de posts, a jornalista Mariana Limón acusa a grife:

"Que crédito se dá aos artesãos que fazem esse tipo de bordado hoje em dia? Houve alguma reciprocidade ou só pegaram suas ideias, cores e padrões como 'inspiração'"?, pergunta. Além disso, ela aponta que as modelos do ensaio da coleção são todas brancas e que as peças por si só não representam inclusão, nem diversidade.

Assim como Marina, mais pessoas se revoltaram com a referência:

"Apesar de serem realmente bonitas, as peças caem na categoria de apropriação cultural. A cultura mexicana, a minha cultura, não é para seu lucro."

"Adorei que Carolina Herrera se inspirou na minha cultura. Odiei o fato de que nada do lucro vai para os indígenas mexicanos de quem tiraram os bordados e que nenhuma das modelos é uma pessoa de cor."