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BDSM sempre envolve bater e apanhar? Veja 9 práticas que provam que não

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BDSM pode ser agressivo ou não, mas consentimento é fundamental em qualquer relação Imagem: Getty Images/iStockphoto

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

2019-05-28T04:00:00

28/05/2019 04h00

Embora numa versão mais leve, o best-seller "Cinquenta Tons de Cinza" descortinou o universo do sadomasoquismo para as massas em 2012. Sadomasoquismo é uma parafilia, ou seja, uma forma de obter prazer de maneira incomum à maioria, e que nem sempre envolve sexo ou penetração. Não é perversão ou doença. E, embora reúna, sim, práticas violentas e até perigosas, o BDSM tem uma ampla gama de práticas que não envolvem bater e apanhar. Como o sexo começa na mente, uma das principais curtições envolvendo o sadomasoquismo é o jogo psicológico de dominação e submissão (lembrando que a consensualidade é fundamental). Veja sugestões de práticas BDSM que não envolvem dor:

Podofilia

Não confunda com pedofilia. A podofilia também pode ser chamada de podolatria. Consiste em usar os pés para jogos sexuais, descalços ou calçados com botas de couro, saltos finos, sandálias transparentes... Depende do fetiche de cada pessoa. O submisso pode, entre outras coisas, adorar o pé de quem está no papel da dominação, se ajoelhando e beijando cada dedo.

Imobilização

Quem faz o papel de masoquista ou submisso é impedido de se mover pelo outro. Isso pode ser feito de diversas formas: via amarrações (bondage), com correntes, cadeados, algemas e por aí vai. O dominador, então, pode fazer ou não brincadeiras eróticas com a pessoa imóvel.

Privação sensorial

Também tem a ver com a imobilização, mas inclui vendas nos olhos, máscaras, fones de ouvidos e mordaças. Com um ou mais sentidos "prejudicados", o submisso fica sensível aos estímulos do dominador.

Cócegas

No vocabulário sadomasoquista, a tortura com cócegas sem chama "tickling". É um castigo leve para testar a resistência do par --em geral, amarrado ou algemado-- aos arrepios.

Roleplay

Nessa prática, que pode estar ou não ligada ao universo sadomasô, o casal interpreta personagens e forja situações que tragam excitação. Exemplos? Um encarnar chefe e o outro o funcionário, um animal de estimação e seu dono (petplay), um assumir a função de detetive e o outro de fugitivo... A proposta é mandar e obedecer.

Raspagem de pelos e cabelos

É uma forma de "objetificar" o corpo do dominado, usando-o para seu prazer. Outras variações: fazer o submisso vestir certas roupas, comer determinados pratos, posar para fotos, andar nu pela casa etc. Lembrando: tudo é feito de forma consensual.

Humilhação

Xingamentos e depreciações dão a tônica dessa prática, que pode ser feita em público --geralmente, em festas e clubes voltados ao sadomasoquismo-- ou no ambiente privado.

Regras restritivas de conduta

Não usar determinadas roupas, não falar certas palavras, se dirigir ao dominador somente depois de pedir licença e sem olhar diretamente para ele, adotar algum adereço específico que mostre que a pessoa tem "dono"... Esses são alguns exemplos de normas que o "mestre" pode impor ao submisso.

Infantilismo

Significa, literalmente, infantilizar o outro com fraldas, mamadeiras, bichos de pelúcia, chupetas e demais itens do universo infantil, mais precisamente dos bebês. Mais do que a sensação de poder sobre o outro, é a entrega do par à situação que causam prazer em ambos.

FONTES: Arlete Girello Gavranic, terapeuta sexual e coordenadora do curso de pós-graduação em Educação e Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp); Carla Cecarello, psicóloga, terapeuta sexual e presidente da Associação Brasileira de Sexualidade (ABS), e Oswaldo Martins Rodrigues Jr., terapeuta sexual, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex) e autor do livro "Parafilias - Das Perversões às Variações Sexuais" (Zagodoni Editora)