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Gravidez ectópica: o que é, quais os sintomas, causas e como resolver

Getty Images/iStockphoto
A gravidez fora do útero é rara, mas pode trazer consequências fatais se não for identificada a tempo Imagem: Getty Images/iStockphoto

Jacqueline Elise

Da Universa

2019-05-17T04:00:00

17/05/2019 04h00

A gravidez ectópica, que ocorre fora do útero, é acompanhada de muitas dúvidas e pode ser fatal para a mulher. Os especialistas Mariana Rosário, ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Albert Einstein, e Geraldo Caldeira, ginecologista e obstetra membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), explicam as causas, os sintomas e como resolver este tipo de gestação:

1. O que é?

A gravidez ectópica é quando o desenvolvimento do óvulo fecundado acontece fora do útero. É mais comum que gravidezes ectópicas ocorram nas trompas; em casos raríssimos, o saco gestacional pode se fixar no abdômen --e é impossível levá-la adiante.

2. É comum de acontecer?

Não. A chances de uma mulher ter uma gravidez ectópica ficam entre 1% e 2% das gestações, segundo os especialistas consultados.

3. Por que isso acontece?

Os fatores principais que podem favorecer uma gravidez ectópica são: históricos de problemas nas trompas, doenças inflamatórias pélvicas e de infecções sexualmente transmissíveis. Para quem já teve uma gravidez ectópica antes, as chances de ter outra são ainda maiores, de 30% a 40%. Quem usa o DIU também pode estar suscetível a ter uma gravidez tubária, e também há chances de desenvolver esse tipo de gestação ao usar a pílula do dia seguinte"

4. Quais são os sintomas?

Os principais sintomas são dor abdominal, normalmente do lado em que o saco gestacional está fixado, e sangramento leve, como se fosse uma borra de café. Quando o caso está mais avançado, as dores se espalham pelo abdômen e a mulher pode sentir tonturas e ter desmaios, o que pode ser sinal de hemorragia interna.

6. Como é confirmada a gravidez ectópica?

O exame de farmácia pode detectar a gravidez, mas a confirmação é feita a partir dos resultados do exame de Beta HcG e do ultrassom: em uma gravidez normal, as taxas do hormônio Beta HcG sobem cerca de 30% por dia. Se não chegar a isso, há grandes chances de que haja algum problema, que deve ser confirmado pelo ultrassom, que vai localizar onde está o saco gestacional.

7. Quais os riscos?

Se a gravidez avançar, a trompa, que tem entre 1 e 2 milímetros de diâmetro, se rompe e causa hemorragia interna, podendo ser fatal para a mulher.

8. Tem solução?

O feto não tem condições de se desenvolver fora do útero. Também não é possível reimplantar o saco gestacional no lugar certo --a partir do momento em que ele é "descolado" de onde está fixado, o embrião não sobrevive. A única solução é fazer um procedimento cirúrgico para remover a gestação.

9. Como é o procedimento?

A orientação padrão é realizar uma laparoscopia, que irá remover o saco gestacional e, na maioria dos casos, a trompa danificada. Também é possível fazer a eliminação da gravidez ectópica por meio de tratamento com remédios quimioterápicos.

10. Quanto tempo depois da gravidez ectópica a mulher pode engravidar de novo?

Após a laparoscopia, é recomendado que a mulher aguarde de quatro a seis meses para tentar engravidar novamente e o acompanhamento médico precisa ser mais próximo.