menu
Topo

Sexo


Sexo

Como se livrar deles de 8 pensamentos sabotadores do prazer sexual feminino

Getty Images
Imagem: Getty Images

Priscila Rodrigues

Colaboração para Universa

2019-04-13T04:00:00

13/04/2019 04h00

Por conta dos múltiplos papéis --e da pressão social para mandar bem em todos eles-- é difícil, muitas vezes, relaxar e se entregar ao sexo. Porém, por maior que seja o turbilhão de pensamentos dentro da sua cabeça, alguns deles realmente não acrescentam nada, não levam sua vida para a frente e prejudicam os momentos de prazer que tanto sabor dão ao cotidiano. Listamos oito exemplos para você afugentar da sua mente hoje mesmo.

"Acho que estou gorda"

Se você está acima, dentro ou abaixo do peso conforme conceitos sociais --bastante discutíveis, aliás, hoje em dia-- isso não deveria interferir no seu prazer. Não existe corpo perfeito e, além do mais, quem compartilha a sua cama durante o sexo provavelmente está pensando em outras coisas na hora H.

"Será que a ex dele era melhor na cama?"

Primeiro ponto: se era ou não, isso não é da sua conta, certo? O relacionamento era dele e o que aconteceu antes de você só diz respeito aos envolvidos. Isso leva à segunda questão: cada relação é única. O que funcionava com a outra pessoa talvez não funcione com você e vice-versa. Em vez de se preocupar com o passado, que tal se concentrar no momento presente? E, terminada a sessão de sexo, vale a pena questionar porque você precisa se comparar com alguém.

"Não posso engravidar de jeito nenhum!"

Então, proteja-se e exija que a pessoa que está com você também se previna. O medo de uma gestação indesejada e de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) também dificulta o prazer, uma vez que a mulher, por ficar encanada com isso, não se solta.

"Não gosto do jeito que ele está fazendo, por que não acaba logo com isso?"

Em vez de encarar o momento como uma tortura, simplesmente avise que está sentindo dor ou incômodo e sugira uma nova posição ou carícia. Se não quer mais transar, não deixe de dizer que você quer parar.

"Tenho tanto trabalho para amanhã, não vou dar conta"

Estresse é outro fator que sabota o prazer. Excesso de trabalho ou de preocupação pode levar as mulheres a fugir do sexo ou, quando acontece, a desejarem que termine o mais rápido possível. Tente relaxar e se entregar o prazer: fugir dele não vai resolver a situação. Aliás, pense que ter uma noite quente pode fazer com que acorde mais bem disposta no dia seguinte e, assim, se dedique às atividades com mais tranquilidade.

"Será que ele vai me achar uma vadia?"

Aqui mostra um pensamento social de que a mulher não pode ter vontades e ser sexualmente livre. De qualquer forma, o mais indicado é conversar antes sobre coisas que gostaria de fazer na cama, ver se ambos concordam e se a resposta for sim, experimentar. Bom, e caso seja julgada por alguém por causa de algum desejo ou fantasia, talvez seja a hora de repensar as suas companhias e os seus relacionamentos.

"Tomara que dessa vez eu consiga gozar!"

Só de insistir nessa torcida, a probabilidade de não conseguir gozar é muito grande. Lembre-se: cada relação é uma. Alcançar o orgasmo é ótimo, mas o percurso que conduz a ele também. Se você estiver à vontade consigo mesma e com o outro, as coisas irão fluir naturalmente.

"Será que falta muito para acabar?"

Infelizmente, esse pensamento é muito comum. Muitas vezes a mulher não se sente à vontade ou excitada o suficiente durante a relação e não quer falar ou parar o ato. Procure mudar de posição para ver se você consegue curtir o momento. Pensar no tempo que falta para acabar não tem o poder de deixá-la relaxada ou de lhe proporcionar prazer. Vale a pena também ponderar: a falta de sintonia acontece somente durante o sexo ou é o relacionamento que tem problemas que se refletem na cama?


FONTES:
Joselene L. Alvim, psicóloga clínica de Presidente Prudente (SP) e especialista em Neuropsicologia pelo setor de Neurologia do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Livia Marques, psicóloga do Rio de Janeiro (RJ), e
Rejane Sbrissa, psicóloga clínica de São Paulo (SP)