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Teria o príncipe William traído Kate e processado quem publicou a notícia?

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Rose, a marquesa de Cholmondeley, o príncipe William, e Kate, a duquesa de Cambridge, durante o jantar de gala beneficente em apoio a um hospital infantil em junho de 2016 Imagem: Getty Images

Mariana Araújo

da Universa, em São Paulo

2019-04-11T13:15:00

11/04/2019 13h15

O príncipe William estaria processando uma publicação britânica que afirmou que ele teria traído Kate, a duquesa de Cambridge. Mas como surgiu esta narrativa?

No início de março, o tabloide britânico "The Sun", assim como outros veículos locais, noticiaram que Kate teria brigado com uma amiga da família, Rose, a marquesa de Cholmondeley.

A ex-modelo e seu marido, o marquês, são vizinhos dos Cambridge em Anmer Hall, a propriedade de férias do casal real. Apesar de não oferecer explicações a respeito do motivo para o suposto desentendimento, a mídia inglesa passou a se referir a Rose, desde então, como a 'rival rural' de Kate.

O príncipe traiu Kate?

Algumas semanas depois, em 4 de abril, a revista americana "InTouch" publicou uma versão que afirmava que o motivo do mal-estar entre a duquesa e a marquesa seria uma traição de William, que teria se envolvido com Rose enquanto Kate estava grávida do príncipe Louis, há cerca de um ano.

De acordo com a publicação, ao ser questionado pela mulher, o príncipe apenas "deu risada e disse que não havia verdade por trás dos boatos", mas ela teria pedido a ele que retirasse a vizinha do círculo de amizades mais próximas dos dois.

Nenhuma evidência concreta da briga ou da traição de William se tornou pública até então. O correspondente real do jornal "Daily Mail", Richard Kay, aponta que a 'fofoca' surgiu em jantares da alta sociedade britânica no final de 2018.

Uma fonte próxima a Rose teria afirmado ao repórter que ela e Kate "se veem de vez em quando e se gostam", mas que "elas não são parte do círculo imediato uma da outra" e não têm uma amizade "do peito". Ele ainda garante que ambas estão magoadas com os boatos.

Processar ou não processar

Ainda segundo Richard Kay, os rumores de um desentendimento entre Kate e Rose são falsos e "ambas as partes já cogitaram tomar medidas legais, mas, porque nenhum dos relatos traz nenhuma prova do motivo da tal briga, foi decidido que era melhor ignorá-los."

O "The Daily Beast", no entanto, publicou na terça-feira (9) uma versão diferente, que afirma que a família real está tomando providências legais em relação a um grupo de mídia britânico que divulgou a suposta traição.

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Rose, a marquesa de Cholmondeley, e Kate, a duquesa de Cambridge, juntas durante festa Imagem: Getty Images

Ainda segundo o site, o escritório de advocacia Harbottle and Lewis já teria encaminhado uma carta aos responsáveis pela matéria. Um de seus trechos diria:

"Além de ser falsa e altamente prejudicial, a publicação de especulações a respeito da vida pessoal de nossos clientes também constitui uma quebra do acordo de privacidade contido no artigo 8 da Convenção Europeia de Direitos Humanos."

Duncan Larcombe, ex-editor de família real do "The Sun" afirmou ainda ao "Daily Beast" que recorrer à Justiça seria um movimento bastante improvável para um futuro rei, mas que se houver qualquer verdade nos relatos de um possível processo, as circunstâncias que teriam motivado o príncipe deveriam ser bastante sérias.

Só William, Kate e Rose sabem, de fato, o que aconteceu. No entanto, Duncan lembrou que os filhos de Diana têm um histórico de desafiar protocolos. Harry, por exemplo, foi o primeiro membro da família da rainha Elizabeth a emitir um comunicado oficial comentando seu namoro com Meghan, a agora duquesa de Sussex, e pedindo que sua segurança e espaço pessoais fossem respeitados.

"Apesar de tradicionalmente a família real britânica não tomar medidas legais específicas nestes casos -- um ditado antigo deles é 'nunca reclamar e nunca explicar' -- William e Harry parecem dispostos a conduzir as coisas de seu próprio jeito", opinou.

Diante da perda da mãe, morta em um acidente de trânsito após ser perseguida por paparazzi em Paris em 1997, é possível que eles decidam, sim, tomar as próprias rédeas para resolver questões que envolvam a invasão de privacidade.

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