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Política


8 vezes que a 1ª ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, mostrou poder

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A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, com o marido, Clarke Gayford, e a filha recém-nascida, Neve Imagem: Getty Images

Da Universa

2019-03-23T04:00:00

23/03/2019 04h00

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, proibiu, na quinta-feira, 21, a venda de armas semiautomáticas no país --em resposta aos ataques a duas mesquitas na sexta-feira 15, que deixaram 50 pessoas mortas e 48 feridas --até que a lei de armamento seja reformulada. A ideia é aumentar as restrições para a comercialização e o porte de armas de fogo.

Primeira-ministra mais jovem do mundo, com 38 anos e integrante do Partido Trabalhista desde 2008, Jacinda já mostrou seu poder em outros momentos. Listamos alguns; veja abaixo:


Peitou Donald Trump pedindo respeito aos muçulmanos

Após os ataques, o presidente americano ligou para Jacinda e perguntou o que os Estados Unidos poderiam fazer para ajudar. "Ter empatia e amor pelas comunidades muçulmanas", respondeu. Em 2016, Trump prometeu bloqueio completo e total à entrada de muçulmanos nos EUA junho de 2018, Trump proibiu a entrada de viajantes de seis países muçulmanos.


Teve sua filha durante o mandato, voltou a trabalhar rápido e o marido cuidou do bebê

Após dar à luz, tirou seis semanas de licença-maternidade e voltou às funções de primeira-ministra. O marido, o apresentador de TV Clarke Gayford, ficou em casa cuidando da criança. Sobre a necessidade da amamentação, ele disse que sempre levava a criança para a mãe amamentar.

Levou a filha de três meses para uma reunião da ONU

Carlo Allegri/Reuters
Durante conferência da ONU, acompanhada pela família Imagem: Carlo Allegri/Reuters

Jacinda levou a filha, Neve, para uma reunião da ONU em Nova York, em outubro de 2018, quando a menina tinha três meses. O marido e Neve acompanharam seu discurso da plateia.

Só Jacinda e Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra do Paquistão, se tornaram mães durante seus mandatos como chefe de governo.


Era mórmon e deixou a igreja por não concordar com posição sobre LGBTs

Em entrevista ao jornal "New Zealand Herald", a primeira-ministra disse que deixou de frequentar uma igreja mórmon porque a visão dela se chocou com o posicionamento da congregação, contrária à união homoafetiva.

Hoje, não segue nenhuma religião, mas reitera que "as pessoas devem ser livres para ter suas crenças pessoais e não serem perseguidas por isso, sejam elas ateias ou membros fiéis da igreja".

Mudou a legislação para ajudar pais e mães

Jacinda disse que quer tornar a Nova Zelândia o melhor país do mundo para se criar uma família e tirar crianças da pobreza. Aumentou a licença-maternidade de 18 para 22 semanas (e pretende chegar a 26 semanas em 2020) e anunciou a criação de um auxílio governamental de R$ 620 mensais para crianças em seu primeiro ano de vida.

Convocou homens para serem feministas também

Em uma entrevista à agência de notícias "Newshub", da Nova Zelândia, Jacinda afirmou com firmeza: "Os homens não apenas podem ser feministas, eles devem ser feministas", disse. Para a governante, é fundamental que, em benefício da igualdade de gêneros, eles se envolvam com o movimento e defendam os direitos das mulheres.

Seu carisma deu origem a um movimento chamado "Jacindamania"

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Fazendo churrasco no feriado de Waitangi Day, que celebra a fundação da nação neozelandesa Imagem: Getty Images

Assim que se tornou presidente do Partido Trabalhista neozelandês, em 2017, Jacinda se tornou o principal nome da esquerda progressista do país -- e a queridinha desse grupo político. A onda de fãs que surgiu durante as eleições, no mesmo ano, cunhou o termo "Jacindamania", que pegou principalmente entre jovens. Seu perfil lembra o da congressista Alexandria Ocasio-Cortez, dos Estados Unidos, e o do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.


É convicta ao defender o direito da mulher em interromper a gravidez

Jacinda já se pronunciou publicamente pela descriminalização do aborto. "Estou convicta de que deve estar fora do Código Penal", disse.

"Entendo que pessoas discordem. Mas quero que as mulheres que decidam abortar também tenham isso como direito."