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Mulheres protagonizam um mundo em evolução


Mulher quase foi expulsa de voo porque sua roupa 'era muito reveladora'

Reprodução/Twitter
Emily O'Connor Imagem: Reprodução/Twitter

da Universa, em São Paulo

2019-03-20T10:04:29

20/03/2019 10h04

Pouco antes de seu voo em Birmingham, no Reino Unido, decolar rumo às Ilhas Canárias no dia 2 de março, a passageira britânica Emily O'Connor, de 21 anos, foi abordada por quatro membros da tripulação que afirmaram que seu look -- top cropped e calça de cintura alta -- não eram apropriados para a viagem.

Os funcionários da companhia aérea Thomas Cook Airlines pediram a ela que se 'cobrisse', caso contrário ela seria removida do avião, segundo a rede de notícias "CNN".

"Voando para Tenerife, [a equipe da] Thomas Cook me disse que iria me remover do voo caso eu não me cobrisse, porque eu estava ofendendo e sendo inapropriada. Eles tinham quatro tripulantes ao meu redor para pegar minha bagagem e me jogar para fora do avião", escreveu ela em seu perfil no Twitter na terça-feira (12), em que ainda mostrou sua roupa na ocasião.

Ela ainda explicou que passou com as mesmas peças pela segurança do aeroporto e pela checagem de passaportes e não encontrou nenhuma objeção em relação à maneira como estava vestida. Foi apenas ao embarcar no avião que o chefe de tripulação e, em seguida, os quatro tripulantes, se opuseram à sua escolha.

Segundo Emily, após a abordagem dos funcionários, os passageiros do voo começaram a prestar atenção na conversa. Ela então decidiu perguntar a todos se ela estava ofendendo a alguém. Como ninguém se manifestou, o chefe de tripulação tentou pegar a mala dela para removê-la do avião.

Neste momento, um homem teria gritado: "Cale a boca, mulher patética. Ponha a m*rda da jaqueta". No entanto, ela relatou que nenhum dos membros da equipe do voo saiu em sua defesa.

"Minha prima, que estava sentada na parte da frente do avião, me deu uma jaqueta, mas eles não saíram dali enquanto eu não a coloquei. Eles fizeram comentários através dos alto-falantes sobre a situação, me deixaram ali tremendo e nervosa, sozinha."

A companhia aérea informou à "CNN" que se desculpou com Emily e que o diretor de serviços de cabine da empresa conversou com ela para obter "mais informações sobre o incidente."

"Sentimos muito por termos perturbado a senhorita O'Connor. Está claro que poderíamos ter lidado melhor com a situação. É comum que a maior parte das linhas aéreas tenha uma política de vestimenta apropriada, que se aplica igualmente a homens e mulheres, sem discriminação. Nossas equipes têm a tarefa difícil de implementar esta regra e nem sempre elas acertam", afirmaram em comunicado à emissora americana.

Ainda de acordo com a empresa, caso as regras não sejam obedecidas, o passageiro não poderá viajar até que troque de roupa. No Twitter, Emily argumentou que a companhia não discriminou suas restrições em relação às peças em seu site.

Ela também realizou uma enquete com seguidores questionando se acreditavam que ela estava vestida de maneira inadequada e, até o momento, 77% dos quase 140 mil usuários que responderam à pergunta não viram problema em sua roupa.

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