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Carreira e finanças


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7 atitudes para evitar em reuniões com chefes e outras pessoas importantes

Getty Images
Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Simone Cunha

Colaboração para Universa

2019-02-11T04:00:00

11/02/2019 04h00

Sentar à mesa com alguém que decide não só o seu futuro, mas dita os rumos da empresa, é uma oportunidade para se destacar. A seguir, especialistas dão dicas do que não fazer, para preservar sua imagem profissional diante de pessoas influentes. 

Chegar em cima da hora

Não é só chegar atrasado que pega mal. Entrar quando a sala já está cheia pode causar constrangimento, pois talvez você tenha que ficar afastado do restante da sua equipe, em um local nada estratégico. Além disso, se a figura mais importante já estiver lá, pode pintar uma dúvida sobre como abordá-lo --de maneira mais formal ou descontraída?--, principalmente se você ainda não a conhece.

Tratar um sujeito conservador como um amigo de infância pode ser tão ruim quanto usar excesso de formalismo com um líder jovem e despojado. De acordo com Marcia Oliveira, consultora sênior de carreira da Produtive, o melhor é se planejar bem nos dias em que um encontro desses está previsto, avaliando as tarefas a serem realizadas e o tempo necessário para cada uma delas, de modo que consiga chegar pelo menos quinze minutos antes do horário programado ao local da reunião. Segundo a consultora, essa atitude simples demonstra interesse e comprometimento. 

Boiar no assunto da reunião

Quanto mais você souber sobre o tema que será discutido, melhor. Tem que entender o contexto, ter à mão todos os dados possíveis e até se preparar para responder perguntas pontuais que tenham a ver com a sua participação na ideia que será apresentada ou debatida na ocasião. Conhecer o mercado e a concorrência também vai contar pontos a seu favor, principalmente se precisar fazer uma defesa, apontando os diferenciais daquilo em que está investindo o seu potencial profissional.

"Infelizmente, muitas pessoas não se preparam adequadamente para as reuniões, mesmo as mais importantes. Há quem entre na sala sem nem saber o motivo pelo qual foi convocado", diz Susanne Anjos Andrade, especialista em desenvolvimento humano e autora do livro "O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil". De acordo com a especialista, ter um repertório alinhado com o interlocutor gera credibilidade e cria as bases para um diálogo mais favorável.

Para a coach empresarial Caroline Calaça, sócia da Development International, colaboradores que acreditam que podem se sair bem no improviso tendem a fazer intervenções irrelevantes ou até mesmo inconvenientes.

Dar uma de puxa-saco 

Sentar o mais próximo possível do profissional a quem pretende impressionar, anotar absolutamente tudo o que ele fala, acenar com a cabeça em concordância e até repetir as frases que ele diz, só para reforçar o quanto está alinhado com as ideias que o superior defende, demonstra fragilidade. Com isso, você perde o foco e deixa de perceber os momentos em que a sua participação poderia ser realmente importante, para trazer detalhes ou dados sobre a operação que o chefão, eventualmente, desconheça.

Levar note, caneta, caderno e muitos outros apetrechos também pode atrapalhar, pois, além de ocupar muito espaço, eles podem cair, fazer barulho e desviar a atenção, passando uma imagem de falta de organização e cuidado.

Falar sem pensar e interromper os outros 

A sua imagem profissional será construída não apenas pelo conteúdo que transmitir, mas também pela forma de expressar suas ideias e até pelo tom de voz usado. Por isso, é importante escolher bem as palavras e prestar atenção para manter um tom de voz adequado, mesmo em situações tensas. "Comportamentos agressivos demonstram imaturidade", diz Márcia.

Cortar a fala do outro é igualmente prejudicial. Segundo Caroline, tentar sobressair-se aos colegas é um tiro no pé. É válido se colocar quando tiver algo relevante a dizer, porém, respeitando as colocações dos outros, ainda que as ideias deles sejam diametralmente opostas às suas.

Entrar mudo e sair calado

O medo de dizer algo errado e perder pontos com alguém tão importante pode fazer com que algumas pessoas prefiram abrir mão de qualquer participação na reunião. Mas, com isso, o profissional também perde oportunidades de valorizar a sua contribuição --por meio de seu talento e experiência-- no projeto que está sendo apresentado ou discutido.

"É essencial estar disposto e demonstrar interesse em contribuir, durante toda a reunião", diz Francis Garcia, coach de carreira. Quem faz o possível para passar despercebido pode transmitir a imagem de desleixado, pois, calado durante horas, é quase impossível não bocejar ou não deslizar na cadeira. "Se isso acontecer, beba água, peça um café ou pelo menos anote palavras-chave sobre o que está sendo dito, caso não esteja mesmo disposto a falar", indica Márcia.

Resolver outras urgências durante a reunião, para ganhar tempo

"Não existe coisa pior do que se reunir com uma pessoa que fica o tempo todo mexendo no celular, respondendo mensagens. Isso faz com que as outras pessoas se sintam desrespeitadas", alerta Susanne. Caso o aparelho seja o recurso utilizado para fazer as anotações da reunião, é importante comunicar os presentes. Ficar grudado no computador, digitando sem parar, é outro erro comum, que pode causar desconforto entre os colegas.

Durante a reunião, é imprescindível acompanhar o que está sendo dito, para fazer as intervenções em momentos chave. Mais tarde, você poderá focar nas outras demandas e, de modo mais objetivo, resolvê-las. 

Usar termos técnicos para mostrar que sabe ou falar muito de si mesmo

Se estiverem presentes, na reunião, pessoas de áreas distintas, evite usar apenas termos técnicos. Em vez disso, dê exemplos e faça comparações para ser facilmente entendido. "Outra dica é trocar falas cansativas por recursos visuais, para chamar a atenção valendo-se de apresentações curtas e objetivas", afirma Francis.

Também não vale querer falar apenas de como se dedicou ao projeto ou de sua importância no desfecho do resultado que está sendo apresentado. É preciso valorizar a participação dos colegas e, principalmente, mostrar o que a empresa vai ganhar ao aceitar o que está sendo proposto.