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Mulheres protagonizam um mundo em evolução


50 anos de Jennifer Aniston são uma celebração contra a Hollywood machista

Reprodução/Elle
Imagem: Reprodução/Elle

Gustavo Frank

Da Universa

11/02/2019 15h27

Nesta segunda-feira (11), Jennifer Aniston completa seus 50 anos. De Rachel, de "Friends", a Claire Simmons, do filme "Cake", seus principais destaques na dramaturgia, a atriz representa um movimento sobre a importância da valorização de mulheres em Hollywood, lutando contra a imposição de que as atrizes se tornam "descartáveis" para produções quando envelhecem

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Rachel, de "Friends" Imagem: Divulgação
 
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Claire Simmons, do filme "Cake" Imagem: Divulgação

E muito da sua importância deve-se às declarações ante uma mídia que já a rotulou como a "chifruda de Hollywood", depois do término com Brad Pitt, e a usou diversas vezes como manchete para inventar diversas gestações -- as quais ela nunca desejou, afinal, a maternidade não é uma obrigação.

Reunimos algumas frases da atriz que provam como seus 50 anos devem ser vistos como uma celebração contra a Hollywood (ainda) machista:

A obsessão da mídia pela gravidez

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Imagem: Reprodução

"Os equívocos são 'Jen não pode manter um homem' e 'Jen se recusa a ter um bebê porque é egoísta e comprometida com sua carreira. Ou que eu estou triste e com o coração partido. Primeiro lugar, com todo o respeito, eu não estou de coração partido. E segundo, essas são suposições imprudentes. Ninguém sabe o que está acontecendo entre quatro paredes. Ninguém considera o quão sensível isso pode ser para mim e para meu parceiro, eles não sabem do que eu passei, medicamente ou emocionalmente, há uma pressão sobre as mulheres para serem mães. Talvez meu propósito neste planeta não seja procriar. Talvez eu tenha outras coisas que eu deveria fazer?", disse à revista "InStyle", em setembro de 2018.

Os dois divórcios 

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Casamento de Jennifer Aniston e Brad Pitt, que ficaram juntos de 2000 a 2005 Imagem: Reprodução/People

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Jennifer Aniston e Justin Theroux ficaram juntos de 2011 a 2018 Imagem: Getty Images

"Eu não sinto um vazio por isso. Meus casamentos tiveram muito sucesso, na minha opinião. E quando eles chegaram ao fim, foi uma escolha feita porque isso nos faria feliz. Às vezes a felicidade não permanece da mesma forma em que a encontramos. Claro, tivemos problemas e nem todos os momentos foram fantásticos, mas nós só temos uma vida e eu não a viveria com medo de fazer algo. Medo de estar sozinha. Medo de não ser capaz de sobreviver. Ficar em um casamento por medo faz com que você pratique um desserviço a si mesma", disse à "Elle", em 2018.

A "permissão" da solteirice

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Manchete da revista sobre Jennifer Aniston: "Despejada depois de 21 dias" Imagem: Reprodução

"Nesta idade, você deveria se casar; nessa idade, você deve ter filhos. Isso é um conto de fadas. Esse é o molde do qual estamos tentando sair aos poucos. O que quantifica a felicidade na vida de alguém não é o ideal que foi criado nos anos 50. Não é como se você ouvisse essa narrativa sobre qualquer homem ", disse à edição da "Elle" em que "libertou os mamilos".

O "medo" dos 50 anos

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Imagem: Reprodução/InStyle

"Eu não acho que a vida pare depois dos 50 anos. Na verdade, fica mais e mais emocionante. Por alguma razão, nós não celebramos ou respeitamos o envelhecimento. É algo que nós olhamos como algo negativo, e ainda assim cada pessoa neste planeta faz isso. Eu não entendo porque não é algo que é celebrado, porque existe uma espécie de data de validade para ser uma pessoa a que vale a pena assistir e ter uma história sendo contada por você", disse à "Glamour", em 2017.

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