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Valentina tem caso com marido da irmã na novela: irmãos tem que se dar bem?

Reprodução/Globo
Marilda (Letícia Spiller) é chantageada pela irmã Valentina (Lília Cabral) Imagem: Reprodução/Globo

Lucas Vasconcellos

Colaboração para Universa

04/02/2019 04h00

Se você acompanha "O Sétimo Guardião", já percebeu que a vilania de Valentina, interpretada por Lília Cabral, vai além de maltratar funcionários. A megera é cruel também com a irmã, Marilda, vivida por Letícia Spiller. Desde o início da novela de Aguinaldo Silva, o que se percebe é Marilda tentando se aproximar da irmã, sendo sempre rechaçada. A relação das duas é mais do que briga no estilo gato e rato. É sempre a vilã ridicularizando a irmã e ignorando os pedidos de encontro. A falta de carinho chegou ao extremo quando Valentina transou com o cunhado, Eurico (Dan Stulbach).

Assim como as duas, irmãos podem não se dar bem também na vida real -- e chegam ao ponto de não conversar mais, pondo fim à relação familiar. 

"Quando a gente é criança, aprende que família não se escolhe, que família é para sempre, que o verdadeiro amor está no âmbito familiar e que nas pessoas que compartilham o mesmo sangue, se pode confiar. Ao crescer, essas ideias continuam com o indivíduo. Mas, em determinado ponto, você pode notar que a família em que nasceu não é necessariamente aquilo que você deseja ter ao seu lado", esclarece Yuri Busin, psicólogo e diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental e Equilíbrio (CASME) . 

Já aconteceu com você?

Se você já vivenciou situações cruéis com um irmão e decidiu romper a relação, talvez tenha encarado uma cobrança interna, como se estivesse negando o sangue do seu sangue. Mas a cobrança para amar alguém só porque assim foi ensinado pode perder relevância quando se atinge a maturidade -- época em que podemos julgar o que nos faz bem ou não. 

"A pessoa percebe que não há necessidade de manter laços com alguém que não acrescenta. E se dá conta também de que o conceito de família está mais ligado ao companheirismo do que ao sangue".

"Família é o lugar onde você existe para os outros e os outros também estão ali para você. A cumplicidade entre irmãos é ensinada na infância, e, se esse sentimento não foi construído entre vocês quando pequenos, é difícil que ocorra na vida adulta", explica o profissional. 

De acordo com Yuri, a ajuda de um profissional, como um psicólogo, pode ser essencial para aceitar essa quebra de paradigma.

"Toda relação pode ser abusiva e isso inclui também as familiares. O importante é entender que você não precisa estar sempre ali e que pode criar barreiras sobre o que quer ou não compartilhar com alguém, definindo que papel o irmão exerce na sua vida." 

Ainda segundo Yuri, "o perdão pode e deve acontecer principalmente se a intenção é manter a integridade familiar. Mas também é preciso ter em mente que tudo tem limite. Quando a relação traz prejuízos é importante se distanciar e, a partir disso, analisar o quer para si, impondo os limites. O fato de uma pessoa compartilhar o mesmo sangue que você não faz dela necessariamente uma boa pessoa", finaliza.