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Direitos da mulher


95% dos britânicos enxergam médicos apenas como homens, aponta pesquisa

Divulgação
As médicas Jo Karev (Camilla Luddington) e Meredith Grey (Ellen Pompeo) em "Grey's Anatomy" Imagem: Divulgação

da Universa, em São Paulo

04/02/2019 16h06

Apenas 5% dos britânicos pensam em uma mulher ao se depararem com uma referência ao título de médico. A conclusão é de uma pesquisa encomendada pela plataforma de perfis profissionais LinkedIn e divulgada na sexta-feira (1).

Depois de ouvir 4 mil adultos, o estudo concluiu que, no geral, funções consideradas tradicionais e/ou de prestígio são mais comumente associadas a um gênero específico. Já funções criadas mais recentemente, como a de gerente de mídias sociais, por exemplo, não são associadas a apenas um gênero.

63% dos ouvidos pela pesquisa assumem sempre que um enfermeiro é, na verdade, enfermeira, enquanto 77% não associaram nenhum gênero ao título de especialista em SEO. Outras profissões como modelo, professor de jardim de infância e recepcionista são associadas quase que exclusivamente a mulheres.

Encanador, eletricista, fazendeiro, motorista de táxi e engenheiro foram percebidas como profissões de homens pela maioria dos participantes da pesquisa.

Ainda segundo a pesquisa, há indústrias e campos de atuação inteiros que são associados a um gênero ou outro particularmente. 42% dos ouvidos assumem tecnologia da informação ou telecomunicações são áreas dominadas por homens, enquanto 23% descrevem artes e cultura como femininas.

O setor mais frequentemente identificado como 'masculino', segundo ainda a pesquisa, foi o de arquitetura, engenharia e construção. Enquanto isso, os setores mais associados às mulheres foram os de hotelaria e saúde.

É importante notar que este último apresenta uma das maiores disparidades: enquanto 95% dos pesquisados acreditam que um médico é sempre homem, apenas 23% associam o papel de enfermeiro a este mesmo gênero.