menu
Topo

Violência contra a mulher


Mulher é agredida por PM em praia no Rio de Janeiro: "Fica a revolta mesmo"

Arquivo pessoal
Luiza foi agredida por um policial militar por causa de um cigarro de tabaco Imagem: Arquivo pessoal

Luiza Souto

Da Universa

25/01/2019 10h36

Era para ter sido mais um dia de praia para Luiza Martins, 19, mas por causa de um tabaco, ela e amigos foram agredidos por um policial militar, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. O agente confundiu o material com maconha. À Universa, ela conta que teve a cadeira chutada, depois caiu no chão após ser empurrada, e ainda presenciou o namorado levar um tapa no rosto. Pela rede social, a polícia militar do Rio informou que tomará medidas cabíveis. 

Mulher é agredida em praia no Rio de Janeiro por PM

Universa

"Agora está tudo bem. Fica a revolta mesmo. A gente viu o quanto ele estava descontrolado. Não sei quem é o cara. Amigos e advogados ofereceram ajuda, mas estamos vendo o que é melhor fazer", afirma Luiza.

Em vídeo publicado ao lado de um amigo, Luiza explica que estava sentada quando o policial pegou o tabaco de sua mão. "Vale falar que é tabaco orgânico, muito semelhante à maconha. E ele veio da forma mais agressiva do mundo", segue ela.

Nas imagens publicadas nas redes, pode-se ver o agente empurrando Luiza. Os amigos tentam defendê-la, e o profissional os agride também. Ele ainda lança seu cassetete e corre atrás do namorado dela.

Luiza conta ainda que o agente colocou a mão perto de seu pescoço, ameaçando enforcá-la. O grupo, avisa ela, não se feriu com a confusão.

Após o episódio, a PMERJ informou que o comando do 23º BPM (Leblon) identificou o policial militar que aparece no vídeo e que as medidas administrativas cabíveis serão adotadas. Luiza agradeceu.

"O mínimo! Grata pelo retorno", escreveu ela.

Essa é a segunda confusão envolvendo agentes de segurança em praias do Rio no mês. No último dia 10, de acordo com a Guarda Municipal (GM), agentes do Grupamento Especial de Praia (GEP) tentaram rebocar carros que estavam estacionados irregularmente em frente ao Posto 7, após denúncia feita para a Central 1746. Os veículos eram de bombeiros e policiais militares que trabalham na região e os proprietários contestaram as irregularidades.  Houve um grande bate-boca e PMs que trabalham patrulhando a região foram chamados. Um deles chegou a sacar a arma da cintura.