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Violência contra a mulher


Médico acusado de abusar sexualmente de pacientes é preso no interior de SP

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As denúncias feitas até agora são pelo crime de posse sexual mediante fraude Imagem: iStock

Mariana Gonzalez

Da Universa, em São Paulo*

18/01/2019 16h41

O médico cardiologista Augusto César Barretto Filho, acusado de abusar sexualmente suas pacientes, se entregou nesta sexta-feira (11), por volta das 15h, na Delegacia de Defesa da Mulher de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. 

O caso era apurado pela Polícia Civil desde julho de 2018 e, desde então, 36 mulheres disseram ter sofrido abuso sexual do profissional dentro de seu consultóriona cidade, que fica a 550 quilômetros da capital.

Segundo informações obtidas por Universa, Barretto já passou pelo médico legista e deve ser encaminhado ainda hoje para o presídio -- cuja unidade ainda não foi confirmada. 

O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público e pela polícia na última terça-feira (15), com base nas 15 primeiras denúncias. Só na manhã desta sexta-feira, mais três mulheres procuraram a Delegacia e contaram histórias semelhantes, que aconteciam pelo menos desde 2014. 

Entre as denúncias, há relatos de que o médico teria esfregado suas partes íntimas nas pacientes e até apalpado seus corpos durante as consultas.

Uma das vítimas contou à Agência Estado que Augusto César Barreto Filho agia, principalmente, na hora dos exames.

"Ele ia medir a pressão arterial e, enquanto segurava meu braço, aproveitava para esfregar sua genitália na minha mão", falou uma das mulheres que registrou queixa contra ele e preferiu não se identificar.

De acordo com a delegada Adriana Pavarina, da Delegacia de Defesa da Mulher, o número de denúncias ainda pode crescer. 

"Infelizmente, chegaram a divulgar os nomes de algumas vítimas e isso pode afastar outras pessoas de também fazerem a denúncia", explicou, em entrevista à Agência Estado. 

Com o surgimento de mais vítimas, outros inquéritos podem ser abertos para novas apurações. "Tem muita gente ligando para a delegacia", disse Pavarina, na quarta-feira (16). 

As denúncias feitas até agora são pelo crime de posse sexual mediante fraude, que tem pena prevista de até seis anos de reclusão.

A defesa do acusado também foi procurada pela reportagem por telefone, mas não houve resposta.

*Com informações da Agência Estado