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Menino de 9 anos com câncer 'aguentou viver' até o parto para conhecer irmã

Arquivo pessoal
Bailey Cooper, seu irmão Riley e a irmã Millie, os dois últimos hoje com 7 anos e 1 ano respectivamente Imagem: Arquivo pessoal

da Universa, em São Paulo

16/01/2019 15h12

Bailey Cooper, então com 9 anos, tinha acabado receber a notícia de que seu câncer -- um linfoma não-Hodgkins diagnosticado em 2016 -- havia retornado quando sua mãe, Rachel, engravidou.

Poucos meses depois, em agosto de 2017, o estado do garoto foi considerado terminal pelos médicos.

"Ele não iria sobreviver, nos disseram que ele tinha dias ou semanas. Fomos muito honestos, ele foi absorvendo a notícia, mas pensando 'eu não vou conhecer a minha irmã'. Tudo o que o preocupava era conhecer sua irmãzinha", explicou o pai do menino, o britânico Lee Cooper, de 31 anos, à revista "People".

Apesar da pouca expectativa de vida, Bailey disse à sua família que tentaria fazer o possível para ver o nascimento de Millie. E ele conseguiu: sua irmã nasceu em 30 de novembro de 2017.

"Ele foi incrível, determinado a estar perto da Rachel, sempre a abraçando, tentando ouvir o bebê na barriga dela. Ele cantava para a irmã, ansioso para conhecê-la. Ele lia histórias para ela com sua cabeça na barriga [da mãe], para que a bebê se familiarizasse com a sua voz. Basicamente, ele conseguiu 'aguentar'", acredita o pai.

Arquivo pessoal
Bailey Cooper e a irmã, Millie Imagem: Arquivo pessoal

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Lee e Rachel Cooper em foto recente com Riley e Millie Imagem: Arquivo pessoal

"Como ele fez isso, não sabemos. Ele veio ao hospital e se sentou, ele já estava ficando bastante frágil, mas ele entrava direto tão rápido quanto pudesse, balançando os pés e tínhamos que passar a Millie para ele. Ele sentava na cadeira com ela nos braços e não a deixava sair", relembrou.

Bailey fez questão de passar o último mês de sua vida tão perto da irmã quanto possível.

"Foi incrível, mas também era difícil de assistir. Ele estava completamente encantado por ela. O pouco tempo que teve ao seu lado, ele [passou] a abraçando o dia inteiro. Ele a alimentava, trocava sua fralda, cantava para ela até que não conseguisse mais, fisicamente."

O primogênito da família morreu em 24 de dezembro de 2017. Pouco mais de um ano depois, o pai acredita que Millie tem ajudado a família a lidar com as saudades de Bailey.

E eles também se comprometeram a fazer o que puderem para que Millie saiba que teve um irmão mais velho.

"Nós falamos do Bailey para ela todos os dias. Mostramos fotos dele. Temos algumas espalhadas pela casa e, toda vez que mencionamos o nome dele, ela aponta para as fotos. Ela já sabe quem ele é. O rosto dela se ilumina toda vez que vê uma foto dele nos nossos telefones. Nós mostramos vídeos a ela, não há jeito de que ela não vá saber quem ele é."

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