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BBB: 8 situações das edições passadas que não devem se repetir nunca mais

Heloísa Noronha

Colaboração com Universa

14/01/2019 04h00

Antes mesmo de começar, o Big Brother Brasil sempre gera expectativa --para o bem e para o mal. Há quem ame e há quem odeie o programa, mas é inegável que as interações entre os confinados --e que a própria dinâmica da atração-- rendem muita repercussão, inclusive negativa. Comentários racistas ou sem a mínima noção, suspeitas de abuso e violência física e psicológica são algumas circunstâncias, entre os exemplos listados abaixo, que não deveriam ganhar reprise na 19ª edição, que vai ao ar no dia 15 de janeiro.

Violência

Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

No BBB16, a polêmica Ana Paula Renault era a grande favorita ao prêmio por conta de seu temperamento esquentado e da língua afiada. Numa festa, porém, visivelmente alterada por conta do consumo de álcool, ela perdeu as estribeiras ao trocar farpas com o modelo Renan Oliveira e acabou dando dois tapas na cara do rapaz. Acabou expulsa por agressão, fato que gerou revolta entre os fãs, que justificaram que a reação da jornalista tinha sido calculada por Renan e Adélia de Jesus Soares, que haviam passado a noite toda a provocando com a intenção de gerar uma atitude extremada. Outro episódio negativo marcante aconteceu no BBB17: numa madrugada, após uma festa, Marcos Harter e Emilly Araújo tiveram uma briga feia. O médico chegou a agarrá-la com força pelos braços, a encurralou no canto da parede e colocou o dedo em riste na cara dela. E, do lado de fora da casa, deitou por cima de Emilly quando ela tentou fugir e bateu a cabeça da moça no gramado. As cenas deixaram o público perplexo e, depois de muita campanha nas redes sociais, uma representante da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher foi até a Rede Globo instaurar um inquérito. Marcos foi expulso por causa da agressão e Emilly consagrou-se campeã.

Declarações irresponsáveis e equivocadas sobre o vírus HIV

Reprodução
Imagem: Reprodução

Durante sua segunda participação no reality show (a primeira foi em 2004 e a segunda em 2010), Marcelo Dourado lançou uma das declarações mais lamentáveis já ditas no programa: "Hétero não pega AIDS". Segundo o lutador, a informação teria sido obtida com médicos que justificaram que um homem pode transmitir o vírus HIV para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem. Na época, o Ministério da Saúde exigiu que a Globo se retratasse informando que a afirmação de Dourado não era correta. No BBB14, foi a vez dos participantes Cássio Lannes Carvalho e Angela de Moraes Munhoz esbanjarem falta de conhecimento sobre a doença. O rapaz disse que os doentes "não duram mais que 40 anos", enquanto a moça sugeriu que uma alternativa para acabar com a doença seria "matar todo mundo". E emendou: "O que mais me irrita é saber que veio do macaco, que teve um idiota que transou com um macaco". As declarações, obviamente, repercutiram mal. Como forma de retratação, uma infectologista visitou os confinados e prestou informações sobre o vírus.

Homofobia

Reprodução/TvGlobo
Ana Paula, Mahmoud e Paula conversam com Leifert na sala do "BBB18" Imagem: Reprodução/TvGlobo

Piadinhas e comentários homofóbicos são constantes na trajetória do BBB --seria lindo, portanto, se a 19ª edição passasse batido por esse triste padrão. No ano passado, por exemplo, a bruxa Ana Paula Costa Agustinho se referiu a Mahamoud Baydoun como "viadinho". Só que, antes mesmo do BBB18 começar, internautas fuçaram nas redes sociais do participante Caruso e encontraram posts como "Não podemos dar atenção a gente que faz sexo com o órgão excretor" e críticas a relações homoafetivas de modo geral. No BBB10, edição que teve a ideia infeliz de segregar as pessoas por rótulos em vez de valorizar a diversidade, Marcelo Dourado foi considerado homofóbico por suas brigas com Dicesar Ferreira dos Santos --que, por outro lado, era visto pelo público como alguém que também demonstrava um certo ranço por atitudes consideradas "hétero" em suas falas.

Relações com menores de idade

Reprodução/TV Globo
Laércio Imagem: Reprodução/TV Globo

Entre uma conversa e outra no BBB16, Laércio de Moura comentou sobre seus relacionamentos com menores de idade. O papo caiu mal nos ouvidos de Ana Paula, que passou a confrontá-lo e a chamá-lo de pedófilo. Fora da casa, foram descobertos indícios de que as relações dele com menores eram verdadeiras. O brother foi eliminado no segundo paredão. Detido desde 2016, após acusação de estupro de vulnerável e de fornecimento de bebidas alcoólicas para uma adolescente de 13 anos, Laércio foi condenado em 2017 a 12 anos de prisão.

Machismo

Reprodução/GloboPlay
Lucas e Jéssica Imagem: Reprodução/GloboPlay

A conduta das sisters no programa é sempre alvo de julgamentos machistas dentro e fora da casa. Enquanto os brothers que jogam charme para várias são tidos como os "galãs" da edição, as mulheres volta e meia têm de lidar com xingamentos, ofensas, gracejos e comentários pejorativos. Alguns exemplos? Renata Dávila (BBB12), Aline Gotschalg (BBB15), Letícia Santiago (BBB14) e Maria Melillo (BBB11). Em 2018, o alvo foi a personal trainer Jéssica Mueller, que trocou carinhos quentes sob o edredom com o empresário Lucas Eleutério Fernandes. Ele ganhou o apelido de "noivo de Taubaté", já que tinha uma noiva e vivia chorando com a aliança nas mãos, e Jéssica foi acusada por boa parte do público de ser "oferecida". Felizmente muitas pessoas sensatas defenderam a moça, justificando que quem deveria se comportar era Lucas, o comprometido da história.

Suspeita de abuso de vulnerável

Divulgação/Globo
Daniel Echaniz Imagem: Divulgação/Globo

No BBB12, Daniel Echaniz foi expulso do programa por "grave comportamento inadequado" e investigado por estupro de vulnerável por suspeita de ter agido de forma abusiva contra Monique. A polêmica teve início por conta de vídeo divulgado na internet que mostrava os dois na cama, depois de uma festa. Sob as cobertas, as imagens sugeriam que Daniel fazia movimentos que indicavam uma relação sexual, enquanto Monique parecia desacordada por causa do alto consumo de álcool. Uma diligência policial foi à casa e abriu um registro de ocorrência para ouvir os envolvidos. O caso teve grande repercussão, mas o inquérito foi encerrado pouco tempo depois com a alegação de que não havia sido abuso e de que tudo o que aconteceu foi com o consentimento de ambas as partes. De qualquer forma, tanto o público quando os participantes futuros passaram a ficar mais vigilantes em relação a situações de risco semelhantes.

Declarações escabrosas

Reprodução/TvGlobo
Dhomini no "BBB3" Imagem: Reprodução/TvGlobo

No BBB15, o ex-militar Luan Patrício revelou aos colegas de confinamento que havia matado um adolescente com um tiro durante uma operação no Complexo do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. "Rasgou a cabeça dele e a caixa d'água", afirmou no programa. Após sair da casa, o rapaz admitiu que tudo não passava de invenção. Outro exemplo de mentira sem graça foi a contada por Dhomini BBB13: ele teria arrancado todos os dentes de um cachorro com um machado. O "causo" lhe custou o favoritismo de uma nova edição (ele foi o vencedor do BBB3)  e ele chegou a ser investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente de Goiás que, após abrir um inquérito, concluiu que a afirmação realmente era falsa.

Racismo e preconceito

Paulo Belote/Globo/Divulgação
Dona Geralda e Munik Imagem: Paulo Belote/Globo/Divulgação

Volta e meia os participantes do BBB acabam soltando comentários preconceituosos. No BBB14, por exemplo, a produtora de eventos Franciele Almeida disse que "se não usar desodorante, fica com cheiro de neguinha". No BBB16, a vencedora Munik Nunes foi criticada pelo público ao se referir à participante Geralda Diniz como "a nêga da casa" por sua mania de fazer os trabalhos domésticos. Na mesma edição, Ronan de Oliveira se revoltou ao ver na cozinha uma esponja de boneco com cabelo black power e proibiu os brothers de usarem a peça para lavar louça. O Ministério Público Federal do Rio abriu uma ação contra a Globo "por dano moral coletivo e discriminação racial". A emissora se defendeu, alegando que a esponja "faz parte de uma coleção que retrata ícones de gerações e culturas diversas". A vencedora do BBB18, Gleici Damasceno, foi vítima de preconceito dentro e fora da casa. Durante o reality, em vários momentos as participantes Ana Paula, Nayara e Patrícia tiraram sarro de Gleici e desprezaram o clima de paquera entre a moça e Wagner, seu namorado até hoje.

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