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Cutilagem russa: tirar cutícula com tesoura é tendência de manicure

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Cutilagem russa: técnica remove as cutículas com tesouras, em vez do tradicional alicate Imagem: Getty Images

Paula Roschel

Colaboração para Universa

2019-01-09T04:00:00

09/01/2019 04h00

Dermatologistas torcem o nariz quando o assunto é retirar as cutículas das mãos e pés, pois a estrutura natural é uma conhecida forma de proteção. Mesmo assim, a prática mais adotada na manicure é remover a pele em excesso, em vez de hidratá-la e empurrá-la, como recomendado pelos médicos. 

Uma novidade vem para substituir os alicates: ?????a cutilagem russa, método que limpa cutículas parcialmente com ajuda de uma tesourinha. Além de remover a cutícula, a técnica promete melhor acabamento, por reduzir o risco de se tirar "bifes" acidentalmente.

O protocolo foi atribuído aos russos e originalmente envolve uma lixa cilíndrica elétrica, como uma broca, que faz o polimento da cutícula como se estivesse lixando e levantando a área, o que anteriormente era feito com espátulas.

Como muitos especialistas em saúde condenaram o uso do "motorzinho" para retirar o excesso de pele, por sensibilizar muito a estrutura da unha, uma tesourinha de ponta fina entrou em cena para recortar a parte mais grossa da cutícula.

Serve para todas as cutículas?

Democrática, a nova técnica para remoção de cutícula pode ser feita em áreas mais finas ou grossas, nos pés e nas mãos. Entretanto, o trabalho fica mais fácil quando a área está previamente hidratada com cremes, sem a necessidade de banho em água morna, como ainda ocorre em muitas manicures tradicionais. 

Com a tesoura especial para cutículas também é possível eliminar cantinhos pontiagudos de peles mais grossas na lateral dos dedos, que costumam ser a maior queixa até mesmo por quem prefere não fazer a unha.

Dá para fazer em casa?

É possível cortar sozinha o excesso de cutícula com tesoura específica para a área. Mas a técnica é mais difícil de fazer em casa do que a remoção tradicional -- com alicate --, uma vez que manusear uma tesoura pontiaguda numa área tão sensível pode ocasionar ferimentos, se você não domina a técnica.

No entanto, a frequência de ida ao salão diminui. "Na cutilagem russa, você não vai precisar ir a uma profissional toda semana. Como só será retirado o excesso de pele com a tesourinha, o corpo não vai produzir mais cutícula do que o necessário," explica Grazielle Matos, educadora especializada em design de unhas.

Esterilização

"É importante ressaltar que as tesourinhas precisam de esterilização tanto quanto os alicates", explica a manicure Valéria Passuan Alves dos Santos, do salão Depil Class, de São Paulo.  O risco de infecções é alto em ambos os métodos, caso não haja cuidado com a higiene.

Afinal, tirar ou não a cutícula?

Apesar dos benefícios estéticos, médicos não indicam a retirada, mesmo que parcial, da cutícula: "Ainda que seja um hábito, desaconselho sua remoção, uma vez que ela é a barreira natural contra agentes infecciosos. O recomendado é apenas cortar as unhas, hidratar e empurrar a cutícula", diz a médica Carla Bortoloto, especializada em dermatologia clínica e cirúrgica. E o alerta fica ainda mais sério com o uso da broca somada à tesoura, o que acontece em alguns salões.

"A técnica da cutilagem russa deixa a cutícula interna e a matriz da unha mais exposta aos danos do dia a dia, sendo porta de entrada para infecções e micoses. Feita com a broca, pode deixar as unhas mais finas e fracas", explica a médica Emily Alvernaz, com especialização em dermatologia e cirurgia estética da Clínica Goa, no Rio de Janeiro.

Cutilagem russa

O que é? Remoção do excesso de cutícula com auxílio de uma tesoura específica.
Resultados esperados: Cutículas menores e mais discretas.
Duração: Cada sessão leva cerca de 30 minutos. 
Quantidade de sessões: Única.
Contraindicação: Feridas e infecções nos dedos das mãos e pés e pessoas com câncer. 
Manutenção: Quinzenal.
Valor da sessão: R$ 50 para fazer as mãos, R$ 90 para mãos e pés, em média.