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7 segredos dos casais sexualmente satisfeitos

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A satisfação sexual é resultado de uma série de fatores que envolvem a dinâmica criada pelo casal Imagem: Getty Imaegs/iStock photo

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

03/01/2019 04h00

A satisfação sexual, principalmente entre pessoas que estão juntas há um certo tempo, nem sempre tem a ver com frequência ou qualidade. Ela é resultado, na verdade, de uma série de fatores que às vezes sequer envolvem sexo e, sim, a dinâmica que os dois criaram juntos. Se é possível desenvolver essa "magia" na própria relação? Com certeza! Com empenho e dedicação, dá. Para você se inspirar, comece sabendo o que esses casais costumam fazer. As atitudes básicas são:

Fazer bom uso do tempo

Claro, estamos falando de rapidinhas durante o banho, momentos íntimos nas ocasiões em que os filhos estão dormindo ou fora de casa e sexdating -- afinal de contas, marcar dia e horário na agenda para transar é uma maneira inteligente de priorizar a vida sexual. Estabelecer acordos para manter a sexualidade sempre em alta pode parecer uma atitude meio desprovida de romantismo para muita gente, mas na prática, principalmente para casais que estão juntos há muito tempo, isso funciona que é uma beleza! Criar alternativas que saibam na rotina é fundamental, porque que o par for esperar um tempo livre para se trancar no quarto a tendência é de sempre adiar, adiar e adiar. Existem motivos e desculpas aos montes para adiar o sexo - exaustão, stress, preocupações com boletos a vencer, Netflix... -, por isso é imprescindível investir com tudo no tempo a dois, pois os casais que vivem no automático correm o risco de, um dia, não conseguir mais se conectar.

Ter confiança (um no outro e em si mesmos)

A confiança é necessária para que haja cumplicidade na cama, desejo de entrega, vivência de fantasias eróticas e vínculo erótico e emocional. Quem não confia no parceiro, mesmo que às vezes não perceba isso, vive "pisando em ovos", sob tensão, tentando prever os passos do outro e esperando sempre pelo pior. Acreditar em quem compartilha a vida com você -- e sentir que essa confiança é recíproca -- deixa a convivência mais leve. Isso inclui, ainda, uma espécie de "relaxamento" para ser quem é de verdade, o que se reflete nas atitudes entre quatro paredes. A autoconfiança, por sua vez, possibilita que a pessoa consiga se conectar de forma profunda, sem amarras e inseguranças em relação ao seu corpo e comportamento. Não há tanta ansiedade, pois existe uma relação de troca, ou seja, você dá e recebe prazer.

Contar com boa comunicação na cama (e fora dela também!)

As conversas e a maneira de dialogar (ou não) de um casal costumam ser o primeiro ponto a ser abordado pelos especialistas numa terapia de casal. Em geral, quando a interação não rola direito na cama é resultado de uma comunicação truncada, falha ou inexistente. Infelizmente, é comum achar que sabe o que o outro quer ou pensa e esperar que a pessoa também faça o mesmo. Uma relação afetiva, para fluir bem, precisa ser um espaço em que os dois fiquem à vontade para expressar qualquer tipo de opinião, desde um palpite sobre alguma demanda do cotidiano até algo sobre a maneira com que transam. Casais sexualmente satisfeitos e felizes nem sempre concordam o tempo todo, mas discutem sobre desejos, necessidades e quais rumos podem seguir para ter mais prazer. Lembre-se: a vida sexual também pode e deve ser construída, assim como o relacionamento como um todo.

Dividir as tarefas domésticas de forma justa

Em 2015, um estudo conduzido pela Universidade Estadual da Geórgia (EUA) causou rebuliço ao concluir que casais que dividem tarefas domésticas e o cuidado com os filhos são mais felizes e têm uma vida sexual melhor. Segundo psicólogos e terapeutas de casais, a sobrecarga feminina por conta dos múltiplos papéis e a perpetuação de crenças culturais (e machistas) que pregam que as demandas do lar são de responsabilidade da mulher são um fator considerável no afastamento dos casais na cama, mesmo que isso não seja verbalizado ou até mesmo percebido. Quando a divisão das tarefas é combinada de forma harmoniosa, sem privilegiar um outro por causa de gênero ou qualquer outro tipo de diferença, a mulher se sente mais respeitada e valorizada, o que contribui para diminuir a ansiedade e o cansaço, mesmo que encare uma jornada tripla, o que a conecta de um modo mais efetivo e benéfico com o parceiro.

Ceder quando é preciso

Um casamento, em geral, é a arte de exercitar a democracia ao longo dos anos. Se você parar pra pensar, praticamente todo dia um casal precisa combinar algo: de decisões simples como o que vão comer no jantar a deliberações mais complexas como o momento ideal de ter filhos, a vida a dois é uma eterna negociação. Nem sempre o processo é fácil, mas é necessário, principalmente para evitar frustrações no sexo. Nem sempre os dois vão curtir as mesmas coisas, por isso achar um ponto de equilíbrio - ceder quando necessário, insistir quando houver brecha, aceitar quando não há consenso - é essencial para viver uma relação de forma mais igualitária. Ceder à fantasia do par pode ser bom eventualmente, mas com o cuidado de deixar implícito que a satisfação é unilateral - e que ambos têm direito ao prazer, mesmo que seja cada um à sua vez. 

Ter timing

Respeitar o silêncio do outro ao perceber que as coisas não vão bem no trabalho ou entre família é outra ação primordial para uma vida a dois livre de grandes dramas. Isso não significa, porém, deixar o par a sós com seus problemas e esperar que se vire com suas questões, mas sinalizar que, mesmo dando esse tempo, estará disponível para acolhê-lo quando ele quiser. Em certas horas, não adiantar querer puxar conversa. O timing também é válido para pontuar os momentos em que a relação pede algo mais romântico ou carinhoso na cama, em vez de um sexo mais selvagem, ou identificar a necessidade de preliminares mais longas e intensas para entrar no clima.

Ser liberais

Isso não quer dizer, necessariamente, sinal verde para abrir a relação ou colocar em prática todas as fantasias mais loucas - apesar que, se o casal optar por isso, não há problema algum desde que seja consensual e satisfatório para os dois. Ser liberal significa ter uma mente mais aberta para o sexo e disponibilidade para novas experiências, como introduzir sex toys na relação, mudar o cenário habitual das transas, ver um vídeo pornô para se excitar ou visitar uma casa de swing e de lá tirar inspiração para apimentar as transas. É, ainda, variar a rotina de uma maneira mais natural, orgânica, sem esperar que a monotonia ou uma crise na relação force uma mudança radical que, nessas circunstâncias, nem sempre cai bem.

Fontes: Breno Rosostolato, psicólogo, educador sexual e cofundador do projeto de imersão para casais LovePlan; Carmen Cerqueira Cesar, psicoterapeuta e terapeuta de casais, de São Paulo (SP); Ricardo Desidério da Silva, educador sexual e sexólogo do programa "Ver Mais" da TV Record Paraná, e Triana Portal, psicóloga clínica e terapeuta de casal, de São Paulo (SP).