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Carreira e finanças


6 passos para conquistar sua independência financeira em 2019

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O ano novo incentiva a criação de novas metas; veja conselhos de como realizar planos de curto, médio e longo prazo Imagem: iStockphoto/Getty Images

Jacqueline Elise

Da Universa

01/01/2019 04h00

Ano Novo é tempo de criar listas com metas que queremos atingir em 2019, e objetivos relacionados a dinheiro e poupança vira e mexe aparecem como prioridade. Mas, como acontece com todo mundo, estas listas podem não vingar com o passar do ano.

A independência financeira é o sonho de muitos: seja para finalmente sair da casa dos pais, conseguir viajar pela primeira vez para o exterior, fazer um curso caro ou até mesmo em processos de separação, o objetivo é ter recursos suficientes para não depender de terceiros e iniciar uma nova fase da vida. Mas falar é mais fácil do que fazer e tem quem não saiba por onde começar.

Rebeca Nevares, sócia e gerente comercial da Ativa Investimentos e especialista em investimentos pela Anbima - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, contou à Universa algumas dicas e conselhos que costuma dar quando o assunto é se empoderar financeiramente:

1. Trace sua meta e um prazo realista

A especialista explica que as metas que envolvem dinheiro podem ser separadas em três categorias: as mais fáceis de completar (curto prazo), as que envolvem um pouco mais de tempo (médio prazo) e aquelas que exigem um plano mais demorado (longo prazo). Além disso, é preciso estipular um prazo que não seja improvável. 

"As metas têm que ser reais de serem cumpridas, e no momento em que você vê que não dá para batê-la, tem que mudar. É importante traçar um plano factível desde o começo", diz.

2. Faça um diagnóstico de seus gastos

Rebeca afirma que analisar seus próprios gastos é crucial --mesmo que seja um pouco chato para quem não tem o costume de fazer este registro. "É igual dieta: a gente começa e depois desiste. Faça um diagnóstico de pelo menos um mês, põe tudo no papel, coloca até aquele cafezinho que você acha que não faz falta. Quando você sabe quais são seus gastos fixos e seus gastos variáveis, dá para ver para onde está escoando o dinheiro e fazer escolhas mais inteligentes".

3. Investimento é para todos - e todas

Investir pode parecer um bicho de sete cabeças, mas pode ajudar a ter uma relação mais saudável com o próprio dinheiro -- e Rebeca garante que todos e todas podem entender. "Eu sou super a favor do empoderamento feminino e das mulheres aprenderem mais sobre investimento. Finanças é um passo a passo, a gente vai aprendendo aos poucos para depois ter mais segurança e avançar". 

"Investir e poupar não devem ser sacrifícios, é mais uma questão de mudar sua relação com o dinheiro: investir R$30 todo mês no Tesouro Direto, substituir o almoço na rua por uma marmita, diminuir as idas ao salão de beleza e se arrumar mais em casa", exemplifica a profissional, são formas de economizar.

4. Vender o que não usa mais pode ser uma boa

Para quem ainda não tem interesse, ou não pode investir, Rebeca também recomenda outra forma de ganhar dinheiro extra: vender. "Hoje tem tanta coisa que dá pra fazer pela internet, como vender roupas que não usamos; dar aulas particulares de algo que você saiba, como aulas de inglês; cozinhar alguma coisa e vender. Eu vendia brigadeiro e agora trabalho no mercado financeiro".

5. Tenha planos de apoio

Não dá para prever os imprevistos ao longo do ano, e eles acontecem. Para isso, a especialista diz que é sempre bom ter uma reserva de dinheiro, caso algo dê errado. "Tem que ter um plano A, B e C, porque, por exemplo, a pessoa pode perder o emprego, ou sofrer um acidente, se machucar e ter que arcar com as custas do tratamento. Ela precisa voltar ao seu centro, contar com suas reservas e manter o foco para recuperar".

6. Errar não é crime: não funcionou, comece de novo

Assim como os imprevistos, pode ser que a meta demore mais do que o previsto para ser cumprida, e tudo bem. O essencial é não desistir. "Errar faz parte da jornada, não precisa ter medo. É só começar outra vez, sem cometer os mesmos erros, por isso a importância de traçar um plano factível desde o começo. Por exemplo, você quer sair da casa dos seus pais em dois meses? Não dá, é muito difícil. Se, durante o planejamento, perceber que talvez o prazo esteja apertado, não tem problema aumentar um pouco. Mas o importante é não se boicotar", diz Rebeca.