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Violência contra a mulher


Amber Heard conta que recebeu ameaças de morte após denunciar Johnny Depp

Presley Ann/Getty Images
Amber Heard Imagem: Presley Ann/Getty Images

da Universa, em São Paulo

20/12/2018 10h07

Em 2016, Amber Heard denunciou à polícia de Los Angeles o então marido, Johnny Depp, por violência doméstica. O caso ganhou a mídia internacional e, apesar das negativas do ator, foi resolvido nos tribunais. 

Dois anos depois, a atriz de "Aquaman" revelou em texto escrito por ela mesma ao jornal "The Washington Post" revelou o impacto em sua vida da exposição das agressões. “[Precisei] mudar o número do telefone semanalmente por estar recebendo ameaças de morte."

"Durante meses, eu raramente deixei meu apartamento e, quando saí, fui perseguida por câmeras em drones e fotógrafos a pé, em motos e em carros. Tabloides publicaram fotos minhas de maneira negativa. Senti que estava sendo julgada no tribunal da opinião pública e que minha vida e meu trabalho dependiam de julgamentos fora do meu controle", escreveu Amber. 

"Há dois anos eu me tornei uma figura pública representando as vítimas de abuso doméstico e senti a força total da nossa cultura de ódio contra mulheres que dizem a verdade".

"Amigos e conselheiros me falaram que eu jamais voltaria a conseguir trabalho como atriz -- que eu entraria em uma lista negra. Eu perdi um papel em um filme. Eu tinha um contrato de dois anos como garota propaganda de uma marca e a empresa me demitiu. Questionaram se eu continuaria a interpretar a Mera em 'Liga da Justiça' e 'Aquaman'".

Hoje embaixadora pelos direitos da mulher da organização de direitos civis "American Civil Liberties Union" (ACLU), Amber disse ainda no texto que hoje uma de suas prioridades é garantir que as mulheres que denunciam seus parceiros recebam apoio.