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Sexismo atrapalha carreira de mulheres na tecnologia, diz pesquisa

Foto por NESA by Makers on Unsplash
Apesar de ambiente ainda machista, elas estão determinadas a enfrentar os obstáculos na área da tecnologia Imagem: Foto por NESA by Makers on Unsplash

Marcos Candido

Da Universa

05/12/2018 16h13

Mulheres que estudam e trabalham no ramo da tecnologia afirmam que o ambiente majoritariamente masculino dificulta na hora de subir na carreira. Mesmo otimistas em trabalhar no ramo no futuro, 50% das mulheres brasileiras afirmam que o ambiente ainda é amplamente dominado por homens. Entre elas, 38% reconhecem que uma cultura de trabalho sexista é um obstáculo na carreira. 

A conclusão é parte de uma pesquisa da plataforma de viagens Booking.com, com mais de seis mil mulheres em 10 países nas áreas de desenvolvimento de softwares, aplicativos, games, tecnologia móvel, inteligência artificial e até mesmo robótica. Na tentativa de mudar essa história, e incentivar rerepsentantes do sexo feminino nessa área, a empresa promove a edição 2019 do "Technology Playmaker Awards", para premiar mulheres da tecnologia no mundo. As inscrições vão até o dia 22 de dezembro nesse site. As vencedoras receberão prêmios que vão de 5 mil a 10 mil euros (mais de R$ 40 mil) em uma cerimônia que acontece em Londres, em março de 2019.

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No Brasil, 50% das entrevistadas sentem que as contratações são parciais e favorecem aos homens. Os dados mostram que a realidade da estudante ou profissional da tecnologia muda conforme o país. No Reino Unido e na Alemanha, apenas 22% das mulheres relatam a mesma discrepância de gênero.

A conclusão é a seguinte: quatro em cada cinco mulheres brasileiras que responderam a pesquisa sentem terem mais desafios para assumir uma vaga (86%) e para crescer e ser bem-sucedidas (87%) do que os homens.

Apesar das dificuldades, as brasileiras continuam a se encantar e dispostas a enfrentar essas barreiras. O motivo? Elas consideram uma área inovadora (61%), criativa (50%) e inspiradora (36%). "As mulheres ainda têm pouquíssima representação no setor da tecnologia. O que nossa pesquisa agora nos mostra é exatamente onde as mulheres encontram as maiores barreiras e onde está a oportunidade para iniciar a mudança," afirma Gillian Tans, CEO da Booking.com.

"O otimismo e a ambição que vemos nas mulheres que querem ser bem-sucedidas no setor da tecnologia ou de TI são inspiradores, particularmente entre as gerações mais jovens, que veem o potencial de uma carreira na tecnologia como uma das aspirações que elas têm para si mesmas", conclui.

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