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Mulheres contam como foi engravidar na primeira vez em que transaram

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Engravidar na primeira transa é possível Imagem: iStock

Carolina Prado e Veridiana Mercatelli

Colaboração para Universa

05/12/2018 04h00

A primeira vez é marcada por um misto de sentimentos, incluindo curiosidade, desejo e até uma certa insegurança. Infelizmente, muitas mulheres têm dificuldade de exigir que o parceiro use preservativo. Com isso, a chance de uma gravidez é real. Aqui, mulheres contam como foi encarar uma gestação logo após perder a virgindade.

"Havia menstruado duas vezes"

“Eu e meu irmão sofremos um acidente de carro. Ele acabou não resistindo e eu, com 15 anos, descobri que estava com quatro meses de gestação. Foi um choque! Havia menstruado duas vezes, mas não era regular. Namorava há um ano e acabou acontecendo, mas nem imaginava engravidar. Devido ao acidente, minha família soube antes de mim: o médico informou que eu estava bem e que o bebê era uma menina. Minha mãe estava muito fragilizada pela morte do meu irmão e fui morar com uma tia. Ela só voltou a falar comigo quando minha filha nasceu. Foi muito pesado! Fiz o ensino médio e a faculdade com a minha filha literalmente no braço. O pai dela desconfiou da paternidade e, este ano, minha filha pediu um exame de DNA, que confirmou minha história. Fiquei tão traumatizada que, mesmo casada há dez anos, não quis mais ter filhos.” 

Jeniffer Martins, 31 anos, relações públicas

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"Eu engravidei e o namoro acabou"

“Tinha 16 anos quando engravidei. Era meu primeiro namorado --ele tinha 18-- e aconteceu na minha primeira vez. Ele fez muita pressão para a gente transar porque já estávamos juntos há oito meses. Eu não estava preparada, mas acabei cedendo. Usamos camisinha, só que a transa demorou muito e a gente não trocou o preservativo. Foi tudo meio desajeitado e, no tira e põe, a lubrificação foi embora. A camisinha rasgou e só vimos quando tudo acabou. Fiquei desesperada, mas ele me tranquilizou, dizendo que não era possível engravidar na primeira vez. Quando chegou o período de menstruar, não veio. Contar para meus pais foi a pior parte. O pai do meu filho e eu ficamos juntos até quase o fim da gravidez, mas acabamos brigando porque os pais dele não aceitavam a situação. Ele assumiu e sempre ajudou, mas não é presente. Tive que amadurecer cedo, perdi um ano na escola e meus pais me ajudaram a criar o meu filho. Ele está com nove anos hoje e é maravilhoso.”
Alana Maria, 25 anos, vendedora

"Engravidei sem penetração"

“Na brincadeira de ficar agarrada com um ficante, trocando beijos escondido, ele acabou tirando o pênis e se esfregando em mim. Gozou na minha vagina, mas sem concluir a penetração. No mês seguinte, minha menstruação não veio mais. Eu estava com 16 anos, comecei a engordar, a ter desejos e minha mãe chamou o rapaz para conversar. Ele pagou um exame de urina e deu negativo. Fizemos o de sangue, deu negativo. Mas eu sabia que estava diferente. No segundo exame de sangue, deu positivo. Entrei em desespero, porque era muito nova e não amava o rapaz. Era apenas aquele fogo de adolescente e acabou acontecendo. Fui morar com ele, mas chorei o mês todo, porque não queria sair da casa dos meus pais. Entrei em depressão. Quando meu filho nasceu, já tinha outra cabeça e, com o passar do tempo, vi que aquele homem não tinha nada a ver comigo. Quando meu filho fez 15 anos, me separei. Eu me casei novamente e tive uma menina. Meus filhos são uma bênção. Mas a primeira gestação atrapalhou, só consegui terminar os estudos em 2004. Só eu sei o que passei.”
Lucia Santos, 45 anos, dona de casa

"Não conhecia o pai"

“Um dia, numa empolgação de adolescente, transei com um garoto de outra cidade: eu tinha 14 e ele, 18. A gente ficou durante uma festa e acabou rolando com um pouco de penetração. Ele gozou rápido e não deu tempo nem de pensar. Fiquei nervosa, mas não imaginei que tivesse acontecido algo. Só fui descobrir quando comecei a sentir enjoos e cólicas fortes. Minha menstruação não era regular, por isso, não notei que estava atrasada. Minha mãe desconfiou e resolveu me levar ao médico: não deu outra! Foi um drama, fiquei um bom tempo sem ver minhas amigas e sair. Meu pai só me dava bronca, pensei até em fugir de casa. Para piorar, nem sabia o telefone do garoto ou o sobrenome dele. Teria um filho sem pai. Fiquei muito revoltada e apenas quando o Lucca nasceu eu me acalmei. Foi difícil criar meu filho sem saber nada de nada. Hoje, ele tem 20 anos; eu me casei e tive mais dois meninos, que estão com 7 e 5 anos. Meu marido adotou meu primeiro filho e os dois têm uma ótima relação. Atualmente, a minha vida é melhor, mas perdi toda a minha adolescência”. 

Bianca*, 34 anos, esteticista

*Nome trocado a pedido da entrevistada

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