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Política

5 vezes que Angela Merkel mostrou por que é a mulher mais poderosa do mundo

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Angela Merkel, chanceler alemã, eleita pela "Forbes" como a mulher mais poderosa do mundo Imagem: Reuters

Da Universa

05/12/2018 04h00

A revista americana “Forbes” divulgou, na terça-feira (4), a lista das 100 mulheres mais poderosas de 2018. Pela oitava vez consecutiva, aparece em primeiro lugar a chanceler alemã Angela Merkel, de 64 anos.

A saber, o nome da chanceler se pronuncia “Ânguela”; na Alemanha, chanceler é o chefe de governo e exerce plenos poderes executivos --o presidente tem um papel menos expressivo do que em países como Brasil, e seus poderes são em grande parte cerimonial; e, antes de entrar para a política, Merkel tinha uma carreira na área científica: é formada em física e doutorada em química quântica. No posto desde 2005, ela já afirmou que não tentará nova reeleição, quando seu mandato chegar ao fim, em 2021.

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Veja, abaixo, fatos sobre a alemã que fazem jus ao título dado pela “Forbes”.

1. Foi eleita chanceler 4 vezes e virou a “mãezinha”

Foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler na Alemanha, em 2005, sendo reeleita outras três vezes. Formada em física, se filiou ao Partido União Democrata Cristã em 1990 e trilhou o caminho ascendente na política. No mesmo ano, foi eleita para ocupar uma cadeira do Parlamento alemão e, em 1991, escolhida Ministra da Mulher e da Juventude. Ganhou o apelido de "mutte", algo como mãezinha, em alemão. 

2. É casada há 20 anos -- e o "primeiro-damo" se recolhe à sua insignificância política

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Na cúpula do G20 em 2017, ao lado do marido (de gravata rosa, ao centro) Imagem: Reuters

Merkel se casou em 1998 com o professor de química Joachim Sauer, um primeiro-cavalheiro que sabe que é a mulher que é importante. Ele não dá entrevistas e foge de fotos. Até quando Merkel assumiu como chanceler pela primeira vez, Sauer (que em alemão significa “azedo”) teria ficado em casa e assistido à cerimônia pela televisão. Na Cúpula do G20, realizada em Buenos Aires dias atrás, ele era o único cônjuge homem a acompanhar um dos líderes. 

Esse não foi o primeiro casamento de Merkel. Em 1977, ela se casou com Ulrich Merkel e se separou 15 anos depois e manteve o sobrenome, com o qual é conhecida até hoje. De nenhuma das uniões teve filhos.

3. É a líder europeia que mais abriu fronteiras para os refugiados

Fabrizio Bensch/Reuters
Refugiado faz selfie com Merkel e diz: "Ela é uma mãe para nós" Imagem: Fabrizio Bensch/Reuters

A chanceler decidiu abrir as fronteiras alemãs para refugiados e recebeu mais de um milhão de estrangeiros só em 2015, quando flexibilizou as leis de imigração. Foi o país que mais recebeu refugiados no continente europeu. Apesar de a medida ser bem vista por grande parte da comunidade internacional -- Angela foi até homenageada pela ONU --, entre os alemães, a rejeição à sua política de imigração explodiu, assim como as crises entre políticos de dentro do próprio governo. Entre eles, o ministro do interior, Horst  Seehofer, que pediu exoneração, mas reconsiderou após Merkel decidir que refugiados que cheguem a Alemanha sejam levados para abrigos na fronteira.

4. Articulou a manutenção da União Europeia com a saída do Reino Unido

Xinhua/Zheng Huansong
Ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron Imagem: Xinhua/Zheng Huansong

A União Europeia passou por uma crise durante a criação Brexit, em 2016, quando o Reino Unido decidiu se separar do bloco. Merkel formou uma articulação com o presidente francês, Emmanuel Macron, e garantiu a manutenção do bloco, que hoje conta com 27 países.

5. Liderou a Europa nas decisões sobre a crise do euro

Merkel tomou importantes decisões que a colocaram no papel de líder da União Europeia. Enquanto alguns países, como a Grécia, afundavam em uma crise econômica, a alemã prestou ajuda financeira a nações em troca de medidas de austeridade para conter a turbulência. Em seu próprio país, conseguiu manter a economia estável, atingindo um índice de aprovação de 77% em 2012.

Em tempo: Angela adora cozinhar. É especialista em torta de ameixas e rolo de carne. “Não sinto que sou chanceler quando estou mexendo uma panela”, disse para uma plateia feminina em Berlim, em 2013.