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Sogra como a de "O Sétimo Guardião": "Apanhei do meu marido por causa dela"

João Cotta/ TV Globo
Vanessa Giácomo e Elizabeth Savalla são Stella e Mirtes em "O sétimo guardião" Imagem: João Cotta/ TV Globo

Luiza Souto

Da Universa

27/11/2018 04h00

As implicâncias de Mirtes (Elizabeth Savalla) com a nora Stella (Vanessa Giácomo) da novela global "O Sétimo Guardião'' ultrapassam a barreira da teledramaturgia: a santista Vânia Mendonça, 39, diz ter sido agredida pelo marido por causa de uma fofoca contada pela mãe dele. E mais: após sofrer aborto, conta que ouviu da sogra que "não servia nem para parir". Na trama das nove, Mirtes diz para Stella que ela não foi capaz nem de lhe dar um neto.

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Vânia afirma que as implicâncias da sogra começaram logo no início do relacionamento com o marido, acredita ela, por ele ser nove anos mais novo. Os dois se conheceram pelas redes sociais e, na época, ele estava estudando medicina na Bolívia. Por um problema de documentação, ele voltou para o Brasil e, logo depois, os dois foram morar juntos. A mãe dele, conforme Vânia conta, a culpou pelo filho largar os estudos.

A situação se agravou quando, há dois anos, Vânia compartilhou uma mensagem em sua rede social criticando uma posição da igreja que a sogra e uma tia do marido frequentam. Ela garante que não foi uma indireta, mas resolveu apagar a mensagem após essa tia pedir. A confusão, porém, já estava armada: a sogra ligou para o trabalho de seu marido dizendo que Vânia xingou sua irmã por causa de religião.

"Meu marido acreditou e, quando chegou em casa, a discussão foi tão grande que ele me agrediu. Tomei seis pontos em cima da sobrancelha. Decidi me separar, mas ele descobriu a verdade e acabei perdoando. Nunca mais meu marido brigou comigo por causa das fofocas e mentiras da mãe dele, que já a proibiu de nos visitar também", conta Vânia.

Reprodução/Rede Globo
Em "O sétimo guardião", Stella (Vanessa Giácomo) enfrenta a sogra Imagem: Reprodução/Rede Globo

Outro drama na vida de Vânia: ela sofreu três abortos devido à trombofilia (doença que provoca risco de formação de coágulos na circulação sanguínea), e diz que quando a sogra soube da perda dos bebês, publicou um texto na rede social insinuando que aquilo era um castigo:

"Ela ainda me disse que não sou mulher para o filho dela, porque não presto nem para parir. Não quero mais contato, mas jamais vou impedir que ela veja o filho. Pai e mãe são sagrados".

Sogra pede exame de DNA

Esther, 34, é casada há dez. Ela afirma também penar com a mãe de seu marido. A administradora, que pede para não ser identificada, afirma ter estranhado seu comportamento logo no início do relacionamento, pois, afirma ela, a sogra tinha uma simpatia exagerada: "Queria ficar agarrada o tempo todo". Descobriu, depois, que toda a conversa entre as duas era distorcida e repassada para outros membros da família do marido.

"Quando minha filha mais velha tinha dois anos e a deixava com a minha sogra para trabalhar, descobri que ela falava para a menina que o pai a amava mais que eu, que eu a abandonava, que eu não ia buscá-la mais. Fiquei muito mal. Isso é muito grave".

Esther afirma que tentou se entender com a sogra após esse episódio e ainda desabafou sobre seu casamento na época, porque estava pensando em se separar, mas foi insultada. "Ela disse que eu não tinha onde cair morta se deixasse o filho dela".

Esther teve ainda outro problema envolvendo a filha caçula: ela e o marido têm olhos verdes, e ele é loiro. Quando a menina nasceu, com cabelos escuros, a sogra pediu que seu filho fizesse um exame de DNA para confirmar a paternidade. E ele obedeceu. 

"Eu fiz questão, para que ele nunca olhasse para a menina com alguma dúvida. E quando pegou o resultado do exame, apenas falou: 'vida que segue'. E, nessa época, minha sogra ainda o fez transferir metade do nosso apartamento para o nome dela, para garantir que eu nunca teria direito a nada. E meu marido fez!".

Para Esther, a implicância da sogra se deve ao fato de ela não ser submissa ao marido. "Ela sempre falou para mim que é melhor estar num casamento ruim a ser divorciada. Vou levando pelas crianças mesmo".