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Estou sendo traída: 5 mulheres contam como reagiram ao descobrir traição

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Xingar, tremer, sentir ânsias: o que elas sentiram ao saber de caso extraconjugal de sespares Imagem: iStock

Geiza Martins

Colaboração para Universa

20/11/2018 11h00

A traição provoca reações que vão de susto à tristeza, passando pelo desapontamento. É como se o contrato de confiança que você estabeleceu com aquela pessoa fosse rasgado e, no lugar dele, nascesse um sentimento de dor e decepção - isso sem contar na pontinha de insegurança e baixa autoestima que acaba pintando. 

Na sequência, é tempo de avaliar se você quer e consegue perdoar. E, se ainda vale apostar nesse relacionamento, além de entender o lado do parceiro.

A seguir cinco mulheres relatam como reagiram ao saber que estavam sendo traídas. 

“Encontrei ele na cama com outra”

“Temos um filho juntos e, naquela época, morávamos em casas separadas. A relação já não ia tão bem. Às vezes, ele ficava uma semana sem falar comigo. Dizia que desaparecia por precisar ficar sozinho, ‘na dele’. Um dia bateu a intuição e decidi bater na porta dele, no dia em que a nossa diarista estava por lá. Ela me deixou entrar e eu fui direto ao quarto. Encontrei ele na cama com uma menina. Não estava rolando nada, eles estavam deitados. Eu só fechei a porta e saí. Ele veio atrás com aquele papo de ‘isso não significa nada e tal’. Na hora, eu não fiquei com raiva, mas fiquei me sentindo trouxa. Tive muito asco dele. O que mais me irritou não foi o fato de ele estar com outra pessoa, mas por ter mentido para mim. Não rompi naquele instante porque eu não estava bem. Eu ainda acreditava que era possível viver alguma coisa por causa do nosso filho. E ele foi muito babaca, sabe? Na mesma semana, foi na minha casa e já queria transar. Eu falei para não encostar a mão em mim. Foi o início do fim. Levei o relacionamento por mais dois anos ainda, e terminei por falta de confiança mesmo. Quando o elo de confiança quebra, não retorna nunca mais.” Sandra Fernandes, 39 anos, editora de vídeo

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“Ele tinha conta para falar com mulheres

“Eu era muito jovem, tinha só 18 anos e namorava um cara de 33. Ele era meu primeiro namorado, o homem com quem perdi minha virgindade. Namorávamos há 1 anos, quando descobri que ele me traía. Fui passar o fim de semana na casa dele. Como já andava desconfiada, aproveitei que o computador dele estava dando sopa e me tranquei no quarto dele para fuçar. Quando eu entrei no messenger (naquela época se usava MSN), só tinha conversinhas com várias mulheres, marcando encontros e falando sobre sexo. Ele ficou batendo na porta, mas eu me negava a abrir. Fucei todas as conversas dele, minuciosamente. Fiquei horas ali e lembro que meu corpo inteiro tremia. Ele tinha uma conta só para falar com mulheres. Quando abri a porta, eu estava chorando muito. Ele também chorou e pedia para perdoá-lo. A família também interveio. Minha sogra, que eu amava muito, disse que nada daquilo era sério e que era coisa de ‘garoto’. No final, aceitei a continuar o namoro. Mas ficamos só mais 6 meses juntos. Eu jogava na cara dele a traição a todo momento. E dizer que, antes de descobrir, pensava em me casar com ele. Depois, passei a achar ele um fraco, uma pessoa sem caráter. Tinha nojo corporal, sabe? E fui me afastando dele até ser inevitável terminar." Luana Correia, 28 anos, produtora

Senti que era o fim”

“Depois de sete anos de namoro e dois de casamento, eu já desconfiava, sentia alguma coisa estranha. Ele mudou a forma de me tratar tinha cerca de sete meses. Durante esse tempo, fui tentando descobrir o que estava errado com a gente. Certo dia, resolvi pegar o celular dele e consegui abrir o WhatsApp. Na mesma hora, vi mensagens dele com outra mulher. Não lembro bem o que estava escrito pois o choque foi muito grande. Eu tive ânsia, queria vomitar. Logo, falei que não queria mais nada com ele. Honestamente, nem pensei duas vezes, senti que era o fim, não queria mais viver daquele jeito que eu estava vivendo. Aqueles últimos sete meses haviam sido horríveis, por isso resolvi não insistir. Acabei me separando.” Ana Paula Tonissi, 35 anos, dentista

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"Quando o elo de confiança quebra, não retorna nunca mais" Imagem: iStock

“Fiz uma série de perguntas”

“As coisas estavam muito estranhas entre nós. Éramos casados há quatro anos e estávamos discutindo muito. Um dia, meu marido disse: “para as coisas caminharem aqui em casa, preciso te contar o que fiz”. Eu falei para ele me contar quando estivesse preparado, mas já senti no meu íntimo que se tratava de uma traição. Queria que ele me contasse, pois se tinha sido homem para trair, então que fosse para abrir o jogo. Quando ele revelou o que tinha acontecido, fiquei muito calma. Eu sentei e fiz uma série de perguntas. Esclareci todos os detalhes. Ele me disse que foi só uma vez, que ainda me amava muito e queria consertar o seu erro. Para mim, naquele momento, a traição parecia uma febre, sabe? Era a indicação de que algo não ia bem no relacionamento. Eu acabei perdoando, mas levei um tempo para ter relação [sexual] com ele de novo. Tempos depois, nos separamos, mas não por causa da traição. Ele espanou, falou que não me amava e não queria mais. Foi aí que eu sofri mesmo.” Camila Nicoletti, 32 anos, fotógrafa

Xinguei ele de tudo que podia”

“Tínhamos uma relação regada a altas doses de ciúmes. Ele foi meu primeiro namorado e existia uma paixão muito intensa. Mas, muito mais que a força desse sentimento, a imaturidade fazia com que tomássemos uma série de atitudes impensadas. Não posso dizer que fui a mais fiel das namoradas. Quando desconfiava que podia estar sendo traída, rapidamente, buscava um affair ou um modo de feri-lo na mesma moeda. Mesmo sem certeza alguma. Um dia bolei uma armadilha para ele. Pedi que um amigo puxasse assunto sobre uma tal fulana que era a fim dele. E fiquei escondida para poder ouvir toda conversa sem ser notada. Para minha surpresa e ódio, ele contou tudo que eu não queria ouvir, com riqueza de detalhes, e com uma naturalidade sem demonstrar qualquer remorso. Aquilo foi, definitivamente, um banho de água fria. O sangue subiu, senti minhas bochechas esquentarem e, mergulhada na raiva, apareci e o desmascarei. Xinguei ele de tudo que podia, mas não o agredi. Bati palmas para ele, e terminamos ali. Sai chorando. Fiquei péssima por um tempo, mas me reergui. Depois de um tempo, tentamos reatar, mas foi em vão, nada mais dava certo. A partir daí, só restou o desrespeito. Depois desse relacionamento, nunca mais trai. Fui traída, mas prometi para mim mesma, que jamais o faria. Percebi a importância de dormir com a consciência tranquila e de não ser a responsável pelo fracasso de um relacionamento.” Aline Giovana, 36 anos, assistente social