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Veja dicas de como deixar o 69 ainda mais gostoso

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Eles e elas respondem: você gosta de 69? Imagem: iStock

Claudia Dias

Da Universa

10/11/2018 04h00

Entre quatro paredes, o 69 não é consenso: há quem ame (muito!) a posição, há quem a odeie - além da turma do meio-termo, é claro. Gostos à parte, a brincadeira se revela recurso bem interessante para aquela rodada de sexo superquente.

Para que a experiência seja incrível, com ajuda de especialistas, montamos um miniguia com orientações e ideias. 

Higiene, acima de tudo

Se tem uma questão que faz muita gente desistir antes mesmo de tentar o 69, sem dúvida, é higiênica. Nada mais óbvio que o tesão sumir diante de cheiros desagradáveis ou, pior ainda, da descoberta de alguma sujeira por ali. Para evitar situação tão indesejada (e constrangedora), antes de propor a brincadeira, é importantíssimo tomar um banho e limpar as partes com água e sabonete - prefira produtos com pH neutro.

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Confie no cheiro natural

O banho é obrigatório e suficiente. Não vale, então, encanar com qualquer cheiro extra após a higienização. Uma vagina saudável, aliás, sem irritação ou probleminhas identificados numa visita ao ginecologista, tem seu odor natural, que costuma ser muito agradável entre os homens. Ou seja, garota: desencana dessa história de que o cheiro não está legal. É tudo imaginação sua...

Esqueça o nojinho

Do mesmo jeito, o pênis bem higienizado e livre de doenças e irritações costuma não oferecer riscos para o par. Adotar preservativo na hora do sexo oral diminui os receio e riscos de doenças sexualmente transmissíveis.

Prevenir é melhor que remediar

Já que estamos falando em prazer saudável, apesar de muita gente gostar de lamber e sugar o ânus, vale pontuar que essa prática não é muito boa, uma vez que a área é cheia de bactérias. O mais correto, então, é evitar o ânus e se concentrar na região do pênis e da vulva.

Acessórios para incrementar

Higiene garantida, há uma gama de produtinhos e acessórios que podem ser bem úteis na hora do 69, incrementando a experiência. Vão desde vibradores (os bullet, que são vibradores pequenos, normalmente usados apenas no clitóris) a óleos, sprays e géis comestíveis para ambos, com sabores e temperaturas diferententes. Mulheres podem usar um cordão de bolinhas tailandesas, introduzidas no canal vaginal e retiradas, uma a uma, durante o sexo oral - não sem antes o par dedicar alguns minutinhos de estímulo com a língua e os dedos, acariciando o clitóris, por favor! Outra alternativa é o uso de cápsulas no formato de óvulos que, uma vez dentro da vagina, liberam um lubrificante comestível.

Variando as posições

O 69 "tradicional" não tem segredo: em posições invertidas, um fica com a boca no sexo do outro. Daí em diante, vale apostar em adaptações e variações:

O 69 de conchinha, por exemplo, funciona com as duas pessoas deitadas lado a lado em vez de uma em cima da outra, e é alternativa que permite explorar melhor o corpo do par e descobrir o ritmo adequado para o casal.

Outra possibilidade é um adotar a posição deitado na cama, com a cabeça para fora, enquanto o parceiro ou parceira fica de pé, com as pernas afastadas, sobre a cabeça e com o tronco flexionado em direção ao genital da outra pessoa.

Mais uma variação é a chamada 68, com as duas pessoas na mesma posição, uma em cima da outra, mas em sentidos invertidos. Nesse caso, o prazer é direcionado a apenas uma delas por vez. Ambas têm as mãos livres para explorar o corpo de quem está no topo. Dicas: use travesseiros para manter a estabilidade do pescoço de quem está embaixo e quem está por cima pode se apoiar nos próprios cotovelos, retirando um pouco do peso que está sobre o par.

Ah! Não esqueça que, no modo basicão, quem fica por cima tem maior facilidade para realizar o oral, tanto pela mobilidade como pelo controle. Para que seja agradável para todo mundo, invertam a posição pelo menos uma vez.

Movimentos adequados

O 69 não se resume ao vai e vem com a boca. Uma dica boa, que estimula os chakras do sexo tântrico, é explorar toda a região a partir do períneo - no caso dos homens, até a glande, e das mulheres, até o clitóris, no outro extremo. Nessa exploração, os dedos também são muito bem-vindos, tanto para fricção e introdução, como para tatear e fazer carinho delicado.

Mulheres precisam de mais tempo

Falando nisso, o ciclo de resposta sexual feminino é diferente do masculino. Quer dizer que a mulher necessita de um tempo extra de estimulação até estar pronta para o sexo. Por isso o 69, com muitos estímulos e carícias na vulva, é um recurso e tanto para o que vier na sequência.

Atenção aos limites de cada um

O sexo envolve todos os sentidos, que devem ser usados à vontade. Porém, é bem importante prestar atenção aos sinais que o par dá durante o 69: gemidos, respiração acelerada, contração dos músculos da coxa e até mesmo a ausência de sinais, que pode indicar algum limite sendo ultrapassado. Importante: para a satisfação do homem, sugar e lamber o pênis é bem ok; morder e forçar os dentes, não - melhor ir pelo jeito mais delicado e aproveitar para acariciar o saco escrotal.

Há, também, a ala masculina que não gosta de dedos no ânus. Vá com calma para não deixar a situação ruim. Para deixar a mulher confortável é preciso sentir que tipo de introdução de dedos ela gosta. Normalmente, o melhor jeito é ir com calma e aumentar o ritmo de acordo com demonstrações de prazer. Vale para os dois: qualquer movimento de retração, recue na investida.

Faça só se tiver vontade

Por fim, e não menos importante, só se entregue ao 69 se realmente estiver a fim e jamais para agradar o outro. Conhecer as vontades, desejos e o próprio corpo é fundamental para o sexo gostoso.

Dica-bônus para iniciantes: o ideal é iniciar com o sexo oral isoladamente para cada um, e não o 69, de forma simultânea. Isso porque algumas pessoas têm dificuldade em focar no próprio prazer, enquanto se concentram no par, dificultando o orgasmo. Parta para o 69 só quando tiver um pouquinho mais de experiência.

(Fontes: Carla Cecarello, sexóloga e consultora do C-date; Carla Geane, sex coach e palestrante da INTT Cosméticos; Nelly Kim Kobayashi, sexóloga, ginecologista e parceira da Innuendo; Paula De Freitas, coach de relacionamentos do Polifraseando.com; Siméia Ramos, consultora em sexologia feminina; e Virginia Gaia, sexóloga holística)