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Jovem tatua carta escrita por avó que está se alfabetizando e conquista web

Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Gustavo Frank

Da Universa

07/11/2018 17h45

Marcella Martins, 19, movimentou o Twitter ao mostrar uma tatuagem que fez no braço em homenagem à avó Gelsa Martins, de 73 anos.

A tatuagem, postada na rede social, já ganhou mais de 40 mil curtidas, e reproduz uma cartinha que foi escrita para a estudante de jornalismo de Niterói (RJ): “Minha neta, eu te amo muito. Vó Gelsa”. 

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“A ideia da tatuagem surgiu porque minha mãe estava operada e minha avó veio para minha casa para ficar comigo. Aí eu falei: ‘vó, escreve uma coisa que você gostaria de falar pra mim.’ Então ela fez essa cartinha, foi lindo. Porque enquanto escrevia, ela ia lendo junto aos pouquinhos para juntar as sílabas. No dia seguinte já tatuei e liguei pra ela. Ela estava muito feliz e me disse que adorou. Falei para ela que teve uma repercussão muito grande e ela ficou feliz pelos comentários. Ficou emocionada e até chorou”, conta à Universa.

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

Marcella conta que a avó começou a se alfabetizar recentemente, já que começou a trabalhar cedo para poder sustentar a família e cuidar dos irmãos.

“Ela começou a trabalhar com 12 anos de idade, porque tinha que ajudar a criar os irmãos. Então não ela não teve a oportunidade de estudar, mas sempre teve vontade de aprender a ler e escrever. Mas por ser mais velha, desanimou um pouco. Porque fica complicado aprender quando está mais velho. Mas mesmo assim ela quis! Aí ela entrou numa escola perto da casa dela, em São Gonçalo”, relembra.

A jovem conta que o estudo da avó foi interrompido após um diagnóstico de câncer no pulmão -- algo que acabou aproximando as duas ainda mais: “Foi muito ruim para a família, porque ela tinha parado de fumar, uma decisão dela, havia uns seis meses. E do nada descobriu esse câncer". 

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

Marcella cita ainda um momento marcante em que viveu com sua avó e sua mãe durante a quimioterapia: 

“Ela ficou o tratamento inteiro na minha casa e eu sempre fui muito apegada a ela, que ajudou a me criar junto com meus pais. Foi um baque! Uma cena que mexeu comigo foi quando minha mãe raspou o cabelo dela. Eu olhei pra minha mãe e ela estava sendo muito forte. A gente não podia demonstrar fraqueza ou tristeza, porque abalaria ainda mais a minha avó. E aquela cena mexeu muito comigo. Fiquei com muito medo de perder minha avó”. Hoje Gelsa está se recuperando da doença e recobrou a autoestima ao ver o cabelo crescendo novamente.