menu
Topo

Relacionamentos

4 coisas sobre o par que você não deve contar para todo mundo

iStock
O conceito de exposição pessoal nunca foi tão levado ao limite como nos últimos tempos Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

03/11/2018 04h00

O conceito de exposição pessoal nunca foi tão levado ao limite como nos últimos tempos. Mesmo longe das redes sociais parece que paira no ar a sensação de que precisamos compartilhar tudo, inclusive informações pessoais que até então só diziam respeito à intimidade a dois.

Em alguns casos, porém, acabamos expondo o par de uma maneira nem um pouco saudável. Para o bem da privacidade de quem amamos e em prol da própria relação, que tal manter segredo sobre esses fatos?

Veja também

O salário da pessoa

Cada pessoa interpreta o mundo de acordo com suas representações e, em se tratando de dinheiro, isso é ainda mais emblemático. Ao comentar sobre o quanto o par ganha com alguém, pode ser que para você o valor em questão seja razoável, mas para a outra pessoa seja muito ou bem pouco, o que gera uma distorção. Além disso, abrir o salário dá margem para os outros darem palpite sobre gastos, estilo de vida, o carro que tem ou deixar de ter, a maneira como veste etc. Outro ponto a ser resguardado é a maneira como parceiro lida com o dinheiro: se é esbanjador, econômico, pão-duro e por aí vai. São rótulos que nem sempre correspondem à realidade e podem influenciar de modo global como o par é visto em seu círculo social.

A performance na cama

De fato, é tentadora a possibilidade de compartilhar com o mundo --ou com a rodinha de amigas, que seja-- os atributos no namorado. Apenas pare. Não se trata de hipocrisia, não, até porque conversar sobre sexo é muito bom e produtivo, porque você aprende bastante. E é muito divertido! Porém, filtre o que você sai contando por aí. Detalhes sobre tamanho, apelidos eróticos, fetiches ou notas sobre a performance são coisas bastante íntimas que expõem o par de um jeito que pode deixá-lo constrangido quando vocês estiverem entre amigos. Vocês podem ser adjetivados e classificados de uma maneira que não gostariam. Coloque-se no papel oposto: imagine o namorado contando para os colegas de trabalho que você curte uns tapas na bunda na hora H?

Algum episódio triste da infância

Ele confessou algum medo que até hoje o persegue, relatou uma história embaraçosa ou falou de um momento ridículo que ainda provoca vergonha? Mesmo que tenham dado risada juntos, tenha certeza de que o par não vai achar um pingo de graça se você passar esse episódio adiante. Contar isso para alguém pode ser considerado uma espécie de infidelidade, já que você, de alguma forma, traiu a confiança dele. Tenha em mente de que se esse episódio ainda está pendente na cabeça dele, é porque não foi 100% resolvido. Em vez de querer audiência compartilhando-o na hora do cafezinho, ajude o parceiro a enfrentá-lo, ressignificá-lo e, na medida do possível, superá-lo.

Fofocas sobre a família

Se você gosta de preservar sua família, faça o mesmo em relação à dele. Reflita: você pode falar que a sua mãe é repetitiva e intrometida e que seu irmão é um folgado egoísta, mas dificilmente gosta de ouvir isso vindo da boca de outras pessoas, certo? Aliás, provavelmente vira uma fera se alguém fala dos seus parentes. Quando alguém a critica, de alguma forma está criticando suas origens também, não é mesmo? Então, nada de fofocar sobre o pai ou a tia dele, porque você não tem controle sobre onde e principalmente como a informação vai parar. Além disso, ao contá-la você já está, de certa forma, transmitindo uma visão pessoal e distorcida sobre o fato em si. Diante de conflitos familiares, o melhor é apoiá-lo e usar o lema: se não for para somar, melhor silenciar.

FONTES: Alexandre Bortoletto, psicólogo, Trainer e Master Pratictioner na SBPNL (Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística); Luiz Francisco Jr., psicólogo, life coach e docente dos cursos de Administração de Empresas e Direito da FADISP (Faculdade Autônoma de Direito), de São Paulo (SP); Luzimar Rosa, coach especialista em PNL (Programação Neurolinguística), consultora e representante da metodologia “I Have The Power” no Brasil, e Suely Buriasco, mediadora de conflitos e coach, de São Paulo (SP)